Tag Archive 'Politicas'

Oct 03 2008

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Bruno Afonso

37 pictures the world must see

Filed under Fotografia, General

It would be nice to make this into a blogosphere meme.

“I’m working on a story that the world needs to know about. I wish for you to help me break it, in a way that provides spectacular proof of the power of news photography in the digital age.”

James Nachtwey



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Oct 02 2008

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Bill Maher on religion

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A religiao tem um papel fulcral na vida de grande parte dos americanos. E’, afinal, o pais rico que tem a maior percentagem de pessoas religiosas. Religiosos a serio, nao e’ como 99% dos Portugueses onde e’ mais cultural que religioso. Mais grave que isso e’ a influencia que tem na vida politica do pais. Bill Maher foi terca feira ao The Daily Show de Jon Stewart e disse algumas coisas interessantes.

Ha’ uns dias disse a uns colegas meus que nao deixa de ser engracado que com a historia que o pais tem e’ possivel em 2008 eleger um negro para presidente. Eleger um ateu ou agnostico seria, penso eu, impossivel ate’ daqui a 30 anos…

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Oct 02 2008

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Palin

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Isto e’ um potencial vice-presidente a partir de 1 de novembro.

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May 03 2008

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Joao Miranda no Publico

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200805031729.jpg

Por outro lado, tambem pode querer dizer que a sociedade nao tem capacidade de se regenerar de forma fluida…

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Apr 08 2008

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Beijing 2008

Filed under Politics

beijing2008_logo_08.jpg Hoje quando cheguei ao meu departamento, estava uma rapariga a colocar umas folhas A4 (fliers portanto!) a divulgar o evento dos olimpicos. Perguntei-lhe o que se passava e disse-me que nao era por nada em especial, apenas para divulgar. Eu perguntei-lhe onde estava a tocha e se ja’ tinha passado ou nao por Franca para saber a reaccao dela a isto. Fotos aqui, aqui (NYT) e video aqui (NYT). Ela sabia o que se tinha passado mas a sua nacionalidade falou mais alto: preferiu ignorar e no fundo viu a coisa como uma “chatice”.

E’ chato quando um evento que simboliza um ideal puro e’ organizado num pais que nao respeita os direitos humanos. Mais chato e’ quando mesmo em Portugal ha’ uma miopia em relacao a isso.

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Mar 21 2008

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secretario-geral do PCP: comico nacional

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JS

Um excerto desta noticia do Publico diz o seguinte. Os bolds sao meus. Isto e’ mau demais, e’ miopia politica. E’ desejar que o PCP acabe…

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, aconselhou hoje prudência no julgamento dos incidentes que se têm registado no Tibete, afirmando que a violência dos últimos dias tem como “objectivo político comprometer os Jogos Olímpicos” na China.

À margem da inauguração de uma exposição sobre os cinco anos da guerra do Iraque, em Lisboa, o líder comunista afirmou ser necessário “não haver precipitação no julgamento dos factos” face a “notícias contraditórias”. “Sempre defendemos o diálogo, o respeito pelo direito internacional, designadamente o Tibete como parte integrante da China. Está cada vez mais claro que estes incidentes têm como objectivo político comprometer os Jogos Olímpicos”, defendeu o líder comunista.

Jerónimo de Sousa sublinhou que “até o Dalai Lama já não defende” os protestos no Tibete, onde nos últimos dias têm ocorrido manifestações contra a administração chinesa, as piores desde 1989.

Isto nao e’ para rir?

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Mar 19 2008

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Matematica, escola e quejandos

Filed under Politics, School, Science

O De Rerum Natura alerta para um debate que vai acontecer em breve. A ideia e’ confrontar a forma como os US tem lidado com a educacao, profundamente democratica e local. E’ democratica - e local - ao ponto de serem as pessoas que moram nas localidades que podem decidir entre tematicas a leccionar, ou mesmo proibir por exemplo, o ensino da evolucao.

Alias, verdade seja dita, a problematica do ensino da teoria cientifica da evolucao jaz pratica e exclusivamente no facto de nao existirem programas nacionais como acontece por toda a Europa. As razoes sao historicas e culturais. Aqui, ninguem gosta de ser dito o que tem que fazer no que toca ‘a sua liberdade de expressao e na educacao dos seus filhos.

Chamo ‘a atencao para um(a?) book review de um livro de Susan Jacoby no New York Times do dia 11 deste mes. Nao tanto pelo livro em si, mas pela review. Esta contextualiza a problematica e sugere ainda outros livros a ler caso o leitor se interesse por este tipo de tematicas.

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Jan 20 2008

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O neo-pimbalhismo-politico em Portugal

O PP - entendamo-nos, o pimbalhismo politico - instalou-se de armas e bagagens em Portugal. Deve-se a Paulo Portas a implantacao original deste tipo de politica na sociedade Portuguesa mas nem este teve a coragem de a levar ao extremo - diria mesmo artistico - que o actual PPD/PSD (para usar os termos do lider da bancada actual) pontifica.

A pratica do pimbalhismo politico nao requer inteligencia nem aptidoes politicas. Na realidade, os alicerces para este tipo de politica ja’ qualquer fantoche partidario presente nas associacoes de estudantes das Universidades possui. A partir dai’, e’ apenas limar umas arestas e ter nocao de alguns limites da sua pratica. Ora, se a pratica deste tipo de politica ja’ era mau, a falta de nocao de limites que vejo actualmente e’ o inicio do descredito total do que a politica popular deve ser: o exercicio do direito ‘a opiniao assente em argumentos passiveis de discussao da parte dos interlocutores.

O estado da situacao deve-se em grande parte ao culto do facilitismo e mediocridade. Lembremo-nos que em Portugal entre as criacas o cool e’ fazer o minimo para passar de anos e ter um grande numero de negativas na escola. Isto e’ - para todos os efeitos - tipicamente sintomatico em franjas de sociedade pouco instruidas e cultas. Por exemplo, entre algumas comunidades hispanicas e afro-americanas pouco instruidas em paises cultural e geograficamente grandes como os estados unidos. A historia de pessoas que estao nos extremos desta distribuicao passa na esmagadora maioria dos casos por um processo de ir viver para fora dessas comunidades e construir uma vida assente em principios radicamente diferentes junto de ambientes onde nao se cultiva o facilitismo e mediocridade. Infelizmente, para o bom e para o mau, Portugal e’ - evidentemente - demasiado pequeno para se fugir. A cultura que se fomenta desde ha’ muitos anos entre jovens - que sao hoje em dia adultos e detem posicoes que envolvem tomadas de decisoes - e’ mesmo o culto da mediocridade. O cool e’ passar ate’ ‘a faculdade com negativas porque, na realidade, consegue-se entrar numa faculdade em Portugal com medias negativas(!). O cool e’ estar 10 anos numa faculdade cujo curso deveria demorar 5, ou 3+2 no quadro actual vigente. Menos cool e’ depois encontrar-se depois aos 25 anos a trabalhar num guichet a fazer um trabalho de merda que se odeia. Mas depois contraria-se isto de forma ultra cool criticando o governo por nao proporcionar bons trabalhos e por ganharem pouco porque a economia esta’ ma’. Ate’ seria porreiro o jovem fazer algo para alterar a sua situacao actual mas o problema e’ que nao ha’ normalmente instrucao formal - e porque nao dize-lo mesmo: intelectual - para o fazer. Pior que isso e’ que nao ha’ uma estrutura mental e motivacional para o fazer. Isso desenvolve-se com tempo e quando se e’ jovem. E isso… tinha dado muito trabalho e nao era cool. Bom, entao, “porreiro pa’”, vamos esquecer isto e debater as mamas/ultimas da Soraia Chaves/Castelo Branco ou como o Benfica nao ganhou o ultimo jogo…

Nao e’ por isso de espantar que a nossa politica seja o que e’. O aproveitamente populista de situacoes como o fecho das urgencias e o bebe’ de Anadia sao os maiores exemplos jamais presenciado por mim. Nao ha’ efectivamente para o politico actual uma nocao de limites, etica e bom senso. Em paises grandes ou regionalizados - outro passo errado… - a pratica deste tipo de politica afunda zonas ou regioes do pais. Em Portugal, e’ o pais e’ que se afunda num marasmo.

Se o actual ministro da saude esta’ a ser assassinado publicamente de forma desonesta e vergonhosa nao e’ tambem exclusivamente devido ao neo-pimbalhismo-politico que se vive e aprova. E’ tambem pela situacao actual dos media portugueses. Nao existem muitas referencias de excelencia entre os actuais jornalistas actuais e estes nao estao normalmente a fazer os telejornais: o maior opinion-maker popular. Chorei por dentro quando em Agosto vi na televisao um - so-called - jornalista entrevistar o ministro da saude de forma tendenciosa e populista. Nao gostei do tom pouco correcto e deselegante com que o jornalista abordou o ministro e as situacoes delicadas que estavam a ser alvo de discussao. Apreciei no entanto a forma superior como o ministro lidou com a situacao, rebatendo os pontos qual chapada de luva de branca. Eu teria chamado mentecapto ao jornalista confesso.

O que e’ preciso discutir nao e’ o bebe’ de Anadia e este governo. E’ como inverter mentalidades e instaurar valores de responsabilidade, meritocracia, ambicao pessoal e global. E’ que a seguir a este governo vai estar outro que vai estar inserida na mesma sociedade e segundo esta ultima, nao ha’ governo que valha.

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Jan 16 2008

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hmmm…

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0208LD1.jpg

Alguem viu o The Manchurian Candidate? :-) I’m just askin’…

(a minha roommate e’ que topou a cena :) )

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Dec 04 2007

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Boas notas e o resto

Sempre tive um problema em aceitar sem questionar que ter boas notas na faculdade e’ que e’ importante. Ainda nao sei se sera’ porque sempre fui demasiado perguicoso (e obstinado) para as ter ou se havia uma razao de ser inconsciente para nao as ter.

Formei-me no tecnico e das maiores falhas que aponto a esta faculdade e’ o descolar entre a formacao demasiadamente academica e a realidade pos-universitaria da maioria dos seus licenciados: a industria. Not that there’s nothing wrong with that, se estivessemos apenas a formar academicos, mas nao. E contra mim falo, que sou um academico, pelo menos no momento presente.

Portugal sofre ainda nas faculdades (na maior parte delas) de pequenice. O sindroma de nichos mais elitistas - do ponto de vista academico - serem muito pequenos. Muitos professores tem medo que alunos brilhantes sejam melhores que eles e por isso adoptam estrategias para evitarem que os alunos obtenham o maximo das cadeiras, ou que seja necessario uma queda especial academica e teorica para tal. Isto e’ profundamente errado. O professor e’ que se deve adaptar aos alunos - sem ceder a nivel de exigencia, isso e’ outra conversa - e passar a mensagem da melhor forma possivel. O que vos digo nao e’ exclusivo do que aprendi no IST. Das pessoas que conheci fora do ist e que estao em universidades estrangeiras, muitos me dizem o mesmo. Que finalmente percebem o que um caramelo andou 6 meses a tentar dizer na faculdade. E abanam a cabeca em ver quao errada essa estrategia e’.

Ha’ coisas que eu hoje acho mal no tecnico. Mas admito estar errado e por isso tenho um email e caixa de comentarios. Por exemplo, porque razao e’ que o departamento de matematica e’ o responsavel por dar matematica numa escola de engenharia ? Pode parecer paradoxal mas nao e’. Eu acho profundamente errado ter matematicos puros e teoricos a ensinar matematica a alunos de engenharia. Um aluno de engenharia nao quer saber de uma serie de detalhes e aspectos deliciosos de teoremas e provas. Quer saber como sao uteis as ferramentas matematicas que esta’ a aprender e o professor deve contextualiza-las. Em 2 anos de matematica, isso deve ter acontecido 0 vezes. O mesmo se passa com tantas outras cadeiras. Nao estou a dizer que a matematica nao deva ser ensinada sem excelencia e rigor. O que esta’ em causa e’ a contextualizacao e capacidade de passar a mensagem. A nocao que sempre fiquei de matematica no ist e’ que era dado por matematicos para matematicos. O problema e’ que 95% dos alunos nao eram matematicos nem percebiam a linguagem usada para aprenderem.

Costumo dizer que Portugal e’ um pais de teoricos (no sentido lato, nao necessariamente depreciativo). E nao acredito que isso va’ mudar pois a formacao nao esta’ a mudar essa mentalidade. O sindroma de pequenice esta’ em grande parte relacionado com a falta de oportunidades fora dos circulos existentes. Nao ha’ novas faculdades a construirem-se nem departamentos a expandirem-se como ha’ noutros paises mais ricos. Para todos os efeitos, tambem nao e’ uma mentalidade empreendedora necessaria extra-academia. Isso faz com que os professores actuais detenham mais poder do que seria de esperar. Na realidade, nao controlam apenas as notas de pessoas brilhantes como controlam tambem a vida delas pois os alunos dependem em grande parte de um grupo muito restrito de pessoas. Do ponto de vista pragmatico, ou te adaptas ou estas fora do jogo. Com estas regras do jogo, ha’ pessoas que nao querem jogar. Ficam de fora. De Portugal, nao do mundo.

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Nov 21 2007

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Este bloco nao interessa

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a ninguem. E muito menos a Portugal.

Bloco.png

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Sep 27 2007

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O melhor momento da carreira de Santana Lopes

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Infelizmente Portugal e’ um pais obcecado pela bola… Basta ver que a abertura dos telejornais diarios comeca por vezes pelo resumo/entrevista/etc de jogos de futebol. Da’ que pensar…

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Sep 27 2007

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On the same note…

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Apos ler a noticia de ultima hora do Publico sobre o Santa e Mourinho voltei a lembrar-me do pivot da NBC Mika Brzezinski que se recusou a ler a saida da Paris Hilton da TV como um leader das noticias… ora vejam:


E’ preciso ter coragem.

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Aug 15 2007

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Diferencas de mentalidade

Hoje acordei um pouco mais cedo do que estava ‘a espera e comecei a ler o publico (em pdf) e eis quando dou por mim a ler a ultima Publica. Na pagina 4 da Publica - 12 de agosto ‘07 - o Antonio Candido Gavaia (de Vila Real) tem um discurso altamente pessimista. Este discurso representa um dos tiques mentais portugueses que urgem em serem banidos com um Raid mental. (you can quote me on that)

O Antonio escreve a certa altura que concorda com os disparates de Jose’ Saramago - que sinceramente se devia dedicar mais aos livros que ‘a politica cliche’ - no que toca ao esbatimento da linha divisoria que nos separa de Espanha: mas atencao!, que estariamos melhor que os catalaes. Enfim… O que salta ‘a vista no texto do Antonio e’ esta nocao de desistir face a problemas continuando - nao obstante - a reclamar. O Antonio diz a certa altura:

Palavras sensatas e que nao deixarao de ser premonitórias face ‘a proverbial incapacidad do nosso pais em aproximar-se do pelotao da frente dos paises mais ricos da Uniao Europeia. Cada vez mais é o “carro vassoura”. E, nao tardara’ muito, ver-nos-emos ultrapassados pelos novos paises que ha’ relativamente pouco tempo aderiram ‘a Uniao… e’ uma questao de tempo.

Estando imerso numa mentalidade completamente diferente desde ha’ dois anos, aborrece-me de sobremaneira ler estes “ai meus deus!” que sabem a agua das pedras: Bebe-se quando e’ preciso mas na realidade ninguem gosta daquilo. A diferenca e’ que ninguem quer andar a beber agua das pedras constantemente e muito menos queremos consolar-nos por podermos beber agua, nem que seja das pedras. Detalhes, mas importantes. Ao inves de se perder tempo a nos deleitarmos com prosas bonitas sobre os problemas, que tal se escrevermos como sair deles? Nao e’ facil, pois nao: Mas e’ necessario. Necessario porque nao e’ com lamentos que Portugal vai melhorar os seus indicadores economicos e muito menos a aceitar a situacao como um facto consumado. E’ sim com uma analise critica e severa - mas intelectualmente justa e honesta - sempre com o objectivo ultimo de se alterar o rumo actual dentro do espaco de manobra actual e proximo. Ilusoes e whatifs nao interessam.
Deixemo-nos de escrever sobre o que esta’ mal sem contribuirmos de forma construtiva para o melhorar. Este tipo de escrita nao tem vantagens nem lugar na imprensa portuguesa de referencia. Alem do mais, e’ em regral geral menos bem escrita que o primeiro capitulo dos livros de auto-ajuda.
E’ pena que em Portugal quem quer andar com a carroca para a frente lute sempre com os problemas em questao e com as mentalidades de quem ja’ desistiu. Eu ja’ senti isso na pele e certamente que grande parte dos meus leitores tambem. A melhor tactica e’ na realidade nao reforcar positivamente este tipo de discurso.

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