Tag Archive 'Poemas do Além'

May 11 2007

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Bruno Afonso

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Apr 18 2007

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Bruno Afonso

Giz e sal

Yellow-Tullip

Sabado passado apos o concerto tive uma das conversas mais incriveis da minha vida. Descobri um lado meu que desconhecia e partilhei essa descoberta com outra pessoa. Despedimo-nos no final ambos com um travo a sal, gizado pelo frio da noite, junto a uma igreja. Nao sei sequer onde para a caneta que escrevera’ os proximos capitulos. Nao sei sequer se a caneta existe ou se algum de nos a quer encontrar.

Sei no entanto que no dia seguinte senti uma mescla estranha de sensacoes. Senti que cresci, mas especialmente, que ajudei outra pessoa a procurar o caminho para crescer e se encontrar. Mais importante que tudo, abanei um mundo de po’ e fatalismos, derramei sinceridades crueis com ternura. Fui melhor que eu proprio. Fui sinceramente melhor que eu proprio, ate’ entao e desconfio que talvez para sempre. Abdiquei de mim em prol da pessoa por quem nutro sentimentos. E’ talvez o sentimento mais perto que um pai pode ter que tive ate’ hoje. Foi estranho. Ainda e’ estranho.

Sabado ganhei-me a mim proprio. Ganhei o respeito que apenas a propria pessoa pode gerar para si propria. Ganhei a nocao que a felicidade tambem se constroi com estilhacos de amor e amizades de colagens de vidro. Investi num altruismo, num encontro que me podera’ passar ao lado. Esse encontro, comigo ou com outrem, apenas podera’ ser celebrado com um sorriso.

Algo diferente seria um atentado ao primeiro capitulo.

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Mar 29 2007

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Sobre o cantinho

Tudo o que aqui e’ escrito por mim e’ fruto da mente de um peixes de linha dura. Compreendam por isso que tudo esta’ pejado de ideais belos e cheio de anjinhos: Um verdadeiro peixes vive de sonhos e ilusoes - vive no sonho e a manha e’ o periodo mais doloroso do dia. A manha representa o parto dificil do leito dos sonhos, onde nos refugiamos no nosso mundo de sonhos e ideais durante a noite. E por isso e’ tao delicioso estar na cama quando se acorda.. e se dormita um pouco e acorda, e dormita… surfa-se a onda no limite do sonho, apos a qual comeca a realidade. Eventualmente o mar fica flat (mas sempre glass)…

A noite simboliza o periodo onde tudo e’ difuso, confuso e propicio ao sonho. E’ por isso quando o sonho nos mina e subconscientemente comeca a tomar conta de nos com o inicio da noite. O que durante o dia foi cor viva ‘a noite passa a tons de cinzento - E’ com cinzentos que vemos almas. E’ com cinzentos que temos um infinito gradiente entre estados puros: preto e branco. Sublime e ausente. Forte e carinhoso.

E’ na noite que temos conversas que nao podemos ter durante o dia. E’ ‘a noite que encontramos almas gemeas. E’ na noite que os pequenos podem ser grandes sem ninguem saber.

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Mar 23 2007

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Excerto

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O mindinho que se entrelacou no passeio ao longo de uma noite gelida perdeu-se.
O mindinho que foi demais e chegou para descongelar o rio gelido deu lugar a uma mao morna.
Gelida em comparacao.
A incerteza e’ um infinito.

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Feb 19 2007

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Light painting

light painting
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Feb 04 2007

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Tu, sim tu. Nós.

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Tu, sim tu. Falo contigo. Eu, tigo.
Estás a ler isto à espera de quê?
Começas a ler poemas e esperas
ao (in)certo o quê?

Tens noção que este é o primeiro poema deste tipo que eu escrevinho?
pelo menos em público - exposto, nú. Pequeno.
Ou vais julgar-me como um dos grandes? dos teus grandes.
senhor Juiz, está a julgar o poema ou o poeta?

Responde-me pelo menos ao que vais. Comiseração, paixão, esperança,
ânsia. Ao que vais? responde-me. Grita-me ao ouvido,
sussura-me nublado em árvores sem fim. Responde-me.
A catarse surge e consome-nos - Sim, a nós. Mas responde-me.
Responde-nos a todos. A todos.
Tu, sim tu. Falo contigo. Eu, ‘nós.

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