Tag Archive 'Notas-soltas'

May 17 2007

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Bruno Afonso

Moleskine #1

Filed under Antidepressivos, Nostalgia

Lembrancas de Veneza, ha’ uns anos.

veneza
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May 14 2007

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Bruno Afonso

Vencendo a letargia

Fiji
Fiji

Encontrei este texto aqui que acho interessante para todos, ainda alunos ou nao:

On some days, I don’t have the momentum to study, on these days it’s very hard for me to put myself behind my books & start learning. & when I am behind my books, I learn very inefficient & slow. Does sb has any idea’s / tips to become more productive when you really don’t feel like? Tomorrow I’m going to try to wakup early & run a bit before study’ing to try if that works :)

To gain the mental energy to overcome a lack of momentum, the best thing I find is exercise. This makes the body pleasantly tired, but the mind clear and fresh. But the exercise has to be vigorous; a half-hearted effort doesn’t get enough freshly oxygenated blood to the brain.
Also, when I was doing my PhD thesis, I found that lethargy came in part from a feeling that every day was the same and no real progress was being made. Then I started keeping a diary, just a paragraph or so at the end of each day recording what I had done - read that article by Smith, wrote a good paragraph on X, met with advisor and discussed the way forward on Y, had a good idea about Z. This helped me realise that I was actually making some progress and reminded me of how interesting many of these small tasks were.

E’ muito dificil por vezes vencer a letargia. Especialmente quando estamos a lidar com projectos a longo prazo. A auto-motivacao e’, para mim, um dos elementos mais criticos no mundo academico. Ha’ pessoas que nunca se imaginaram a fazer mais nada da vida. Obcecadas diriam uns, sortudos digo eu. E’ complicado ser multi-facetado e questionar ocasionalmente o que estamos a fazer com a vida e ver uma meta para o projecto em que embarcamos ainda tao longe.

A minha resposta tem-se desdobrado em duas frentes, nenhuma delas eficaz por si propria. Penso que terei que combina-las para resultar melhor, mas terei que esperar para ter mais alguma maturidade e estabilidade emocional. A primeira resposta prende-se com ver/imaginar/sonhar o que esta’ para la’ do dia a dia e da situacao presente. Simplesmente, por a coisa em perspectiva (big picture!) e tentar ignorar um pouco as dificuldades diarias. A segunda prende-se com uma maior concentracao no dia a dia focado no que tenho que fazer de uma forma muito planeada e estruturada. Uma especie de automato que tem que acabar algo e tenta nao pensar muito para nao pensar demais. Eu sou perito em pensar demais. O balanco entre as duas e’ obviamente a terceira resposta. E eu tento diariamente…

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Mar 29 2007

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Bruno Afonso

Sobre o cantinho

Tudo o que aqui e’ escrito por mim e’ fruto da mente de um peixes de linha dura. Compreendam por isso que tudo esta’ pejado de ideais belos e cheio de anjinhos: Um verdadeiro peixes vive de sonhos e ilusoes - vive no sonho e a manha e’ o periodo mais doloroso do dia. A manha representa o parto dificil do leito dos sonhos, onde nos refugiamos no nosso mundo de sonhos e ideais durante a noite. E por isso e’ tao delicioso estar na cama quando se acorda.. e se dormita um pouco e acorda, e dormita… surfa-se a onda no limite do sonho, apos a qual comeca a realidade. Eventualmente o mar fica flat (mas sempre glass)…

A noite simboliza o periodo onde tudo e’ difuso, confuso e propicio ao sonho. E’ por isso quando o sonho nos mina e subconscientemente comeca a tomar conta de nos com o inicio da noite. O que durante o dia foi cor viva ‘a noite passa a tons de cinzento - E’ com cinzentos que vemos almas. E’ com cinzentos que temos um infinito gradiente entre estados puros: preto e branco. Sublime e ausente. Forte e carinhoso.

E’ na noite que temos conversas que nao podemos ter durante o dia. E’ ‘a noite que encontramos almas gemeas. E’ na noite que os pequenos podem ser grandes sem ninguem saber.

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Mar 02 2007

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Ja’ paravam de escrever… telegrafico

Filed under Diário de Bordo

(estou a ouvir Sara Tavares, note-se. E sim, ainda tenho q vos falar do concerto.. chatos!)
Tenho andado a esgalhar um pouco no lab e por isso com menos tempo para o blog - para voces. (oico um oooooh, calma!) No entanto, trabalhar faz bem e satisfacao pessoal tem-me animado.

No entanto, ando com uns posts para escrever. Por isso mesmo, vou fazer o que eu faco melhor, listar as coisas que eu digo que farei mas que com grande probabilidade nao farei tao cedo:

1 - Concerto do novo trio do Gary Peacock
2 - Salsa dancing, ah pois e’.
3 - concerto dos Sparklehorse

Ao mesmo tempo lanco a seguinte bujarda:

Tao importante quanto bloggar e’ o comentar.

Obviamente que e’ para eu me sentir apenas melhor - vamos ser serios. Por isso, e apenas por isso, gosto de vos ler e comentar. Embora mais ler, claro. Ha’ menos pessoas a visitar o blog diariamente o que quer dizer que os meus leitores sao espertos e adaptam a sua perda de tempo ao ritmo do blog - aprecio de sobremaneira.

E pronto, e’ isto. Queriam mais o que? Ah, sim, vou responder aos vossos comentarios. :-)
ps: informo que nao recebi fotos em trajes menores de nenhuma amiga minha, e poucos emails. A realidade e’ chocante mas faz crescer pelos no peito!

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Feb 23 2007

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Nippon News

Gosto deste blog. Nao faco a mais pequena ideia de quem o escreve, apenas que conhece amigos meus. Gosto.

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Feb 08 2007

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Para emigra ler.

Filed under Amizades, Nostalgia

Isto vale apena. Nao sabia que o Vasco tinha re-comecado o MI, agora na versao 2 (Obrigado Luna pela chamada de atencao). E’ com arrogancia que penso que e’ dificil perceber o post na totalidade sem ter emigrado durante pelo menos algum tempo. Nao falo de 6 meses, um anito. Nao, isso nao e’ emigrar, e’ viajar e conhecer uma cidade. Quem esta’ fora um ano nao regressa, volta da aventura. Diferente, muito. Leia-se pois entao o Vasco que na banalidade da blogosfera ainda ha’ coisas que valem apena. Apenas me vou impor a condicao de escrever o meu post diario antes de ler os do Vasco. Senao, a nocao propria de ridiculo e vergonha levaria ‘a extincao este blog. Abraco Vasco.

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Feb 07 2007

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Querido Diario - Feb 7 blues

Filed under Diário de Bordo

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Estas sao as condicoes la’ fora neste momento. (olhem para cima para hora do post.. ok, continuemos entao) Ca’ dentro, estao uns confortaveis 20 ou 21 para ai.

  1. Estou mais gordo. Comecei a fazer desporto. Sabado joguei ‘a bola, fiquei todo partido e percebi q estava gordo e fora de forma. Segunda nadei um km, hoje ‘a noite nado outro, pelo menos.
  2. Hoje fui ‘a dudley house ver o filme Fear and Loathing in Las Vegas. Nunca tinha visto antes, gostei. Andei o dia inteiro a pensar q o filme era o Leaving las vegas. Alias, tinha sido o filme perfeito para eu ver hoje. Nao imaginam como. Tao ideal que ja’ me tinha mentalizado em escrevinhar uns versos sob a influencia do filme. Esbocei linhas na minha cabeca durante o dia, juro. Estava mto pouca gente, pensei q tivesse imensa. A repetir. Pena e’ q os filmes sejam ‘as 19h, o q e’ uma merda pq tenho q sair mto cedo do lab…
  3. Amanha falo com a chefe sobre a proposta q escrevi. Eu sei q esta’ uma merda, ela sabe que esta’ uma merda. Eu quero acreditar q sei q sou capaz de fazer melhor, ela nao quer acreditar q me aceitou para trabalhar com ela. Ah, e a coisa esta’ mesmo uma merda. Eu sei do que falo e aqui n ha’ falsas modestias.
  4. Acabei hoje de ler o The Culture of Our Discontent: Beyond the Medical Model of Mental Illness. Recomendo para quem se interessa por este tipo de coisas.

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Feb 02 2007

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Notas soltas

Filed under trivia

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1) Vou ter que mudar de casa

2) Ainda nao fiz o que a minha chefe quer que eu lhe entregue hoje.

3) Hoje joga o Benfica.

4) Amanha casa uma amiga minha!

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Apr 28 2006

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Bruno Afonso

A estranha leveza do viver e o jogo do tempo

E’ meia noite e meia, 45 min depois de ter saido do laboratorio. Estou no meu quarto frente ao portatil a acabar de comer salada de fruta feita pela mae do malino, meu amigo e companheiro de casa. Quando cheguei a casa ja’ tudo dormia (residentes e visitantes) e, tentando fazer o menos barulho possivel, procurei pela minha backpack para atulhar roupa para 2 dias de viagem: o retiro do meu departamento. A caminho de casa tive rasgado na cara um sorriso malando enquanto cantava o que o nano me sussurrava no ouvido. Sai do lab com forca para vir de bicicleta para casa rapidinho rapidinho, apos 13h de “trabalho”.

Pouco depois de me levitar da cama e ainda de cabelinho molhado, levo a 3a vacina (da serie de 3) para a hepatite B - logo pelo fresquinho da manha - circa ~10:15, rumando em seguida para a fonte de trabalho inesgotavel que e’ um laboratorio de investigacao cientifica. O que se calhar mais assusta a muita gente anima normalmente os malucos da ciencia: O trabalho e’ infindavel e verdadeiramente ultrapassa todos os seus interpretes. Um laboratorio e’, na realidade, um self-service inesgotavel de trabalho (cientifico e tudo o mais), aberto 24h por dia, 365 dias por ano. Ora foi num laboratorio cientifico que estive hoje durante todo o dia estupidamente contente. Brincando com o stress de fazer algo novo e semi-supervisionado por um instrutor - que gentilmente aceitou em me ensinar uma tecnica - percorro o dia contente sem saber porque. Findado um stress logo logo comeca outro e mesmo mesmo no final, sei que ainda tenho uma “coisinha” de 45min para fazer, guardadinha para o final do dia.

22h, decido que e’ altura de fazer a 45-min task, mesmo mesmo antes de rumar a casa. Vidrado no verde de uma maca do dia anterior, violo a sua entidade e a pouco e pouco o verde da’ azo a um branco em tons de castanho - que florescem a seu tempo - devido ‘as tarefas que intercalam o consumo da mesma. A determinada dentada recosto-me na cadeira e verifico que a aparelhagem - constituida por pecas velhas - ainda esta’ para montar no novo laboratorio. Num acesso inexplicavel decido unilateralmente (a parte emocional sobre a racional isto e’) que hoje iria apenas sair do lab depois de ouvir o “Problema de expressao” dos Cla (ao vivo, pois esta’ claro) em alto e bom som, comigo a juntar-me ao publico. Alcancado o sucesso de engenharia finalizo, ja’ melhor comigo mesmo, a “45 min task”. Rumo a casa e aqui estou eu, sem backpack feita e cansado, frente a este portatil.

Percebo grao a grao, cada vez melhor, o que e’ ser-se humano. Rio-me so’ de pensar que o mais fantastico de o perceber melhor e’ justamente a nocao - na qual acredito totalmente - de que sempre existirao coisas para aprender e perceber. Nao ao nivel de ciencia, mas sim ao nivel do que ha’ de verdadeiramente intrinseco em todos nos: o ser humano. Alio a minha curiosidade apaixonada pelo mundo ao inexplicavel prazer continuo de descobrir algo novo, dia apos dia.

O fascinio pela vida e’ talvez a coisa que preze mais em mim proprio, elegantemente impondo-se - doucement, sem sobrepor - ao amor por outrem, ao orgulho profissional, ao bem estar fisico e emocional. E’ este fascinio - ortogonal a tudo o resto - que me alimenta e do qual sou e serei aprendiz, ate’…

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