O delicioso professor Romão Dias (pagina do tecnico e da wikipedia) que ensinava a distribuicao dos electroes nas orbitais usando a analogia das pessoas a entrarem nos autocarros - primeiro ocupam um de cada par de lugares vazios em cada fila, apenas depois comecam a juntar-se a quem ja’ tem lugar - faleceu ontem. E’ tambem o professor que numa entrevista que deu ‘a revista da associacao de estudantes do tecnico alertou para o facto de hoje em dia nao serem os melhores alunos que lideram estas associacoes…
Aqui fica a minha homenagem, respeito e tristeza por se ter perdido um grande educador.
A Ana Rita ha’ uns tempos meteu uma entrada sobre o sofrimento de ser um emigra. Sou um optimista por natureza embora exteriorize muitas vezes algo diferente: feitios. Em todo o caso, os emigras de hoje sao do mais privilegiados de sempre. A massificacao dos media e em especial da internet (tanto da parte do cliente como de quem presta servicos) eclipsou as barreiras de uma forma inimaginavel. Posso ver diariamente (em directo ou nao) o jornal do meu pais, ouvir durante o dia inteiro radio portuguesa, etc. Coisas fundamentais e fulcrais como estar com os amigos numa base regular apenas poderao ser transpostas com viagens instantaneas - talvez um dia.
Bujardo que sou um emigra mimado. Bujardo tambem que quem nao deixa de pensar no fado da patria nunca disfrutara’ na plenitude a vivencia noutro lado. E’ preciso libertar a mente da ambivalencia para obter liberdade que conduz ‘a felicidade.
Ninguem aqui esta’ a mandar a patria ‘a merda: Apenas se luta pela entrega sincera diferencial em busca da felicidade.
Isto vale apena. Nao sabia que o Vasco tinha re-comecado o MI, agora na versao 2 (Obrigado Luna pela chamada de atencao). E’ com arrogancia que penso que e’ dificil perceber o post na totalidade sem ter emigrado durante pelo menos algum tempo. Nao falo de 6 meses, um anito. Nao, isso nao e’ emigrar, e’ viajar e conhecer uma cidade. Quem esta’ fora um ano nao regressa, volta da aventura. Diferente, muito. Leia-se pois entao o Vasco que na banalidade da blogosfera ainda ha’ coisas que valem apena. Apenas me vou impor a condicao de escrever o meu post diario antes de ler os do Vasco. Senao, a nocao propria de ridiculo e vergonha levaria ‘a extincao este blog. Abraco Vasco.
Voltei ‘a patria. Alguns ja’ sabem, outros nao… enfim, sou muito mau no que toca a anunciar estas coisas
E’ favor por a tocar enquanto leem o resto do post…
Escrevi no meu moleskine um texto (que guardo para mais tarde…) a caminho do porto, para onde segui no dia a seguir a chegar a lisboa. Os dias no Porto foram… do outro mundo… amigos antigos, conversas filosoficas com algumas pessoas, descobrir um novo bar, reencontrar antigos, voltar a comer francesinhas no porto com malta cumplice, ciencia qb… Enfim, a vida e’ mesmo feita de amizades e de pessoas. De pessoas. De muitas pessoas. Foi preciso chegar aos 26 anos para encontrar um grupo de pessoas (amigas de um grande amigo meu) completamente viciadas em musica âbouaâ e vontade de dancar a noite inteira… inesquecivel.
nao me quero alongar nesta linha piegas e vou apenas dizer o plano das festas da terca a sabado 3a - bar pitch no puerto, ao pe’ do passos manuel e maus habitos
4a - voltar ao contagiarte, ‘a noite reggae. Uma grande surpresa positiva com as renovacoes e agora com reggae ao vivo. recomendo vivamente pois esta’ claro…
5a - emigra que e’ emigra vai ver o benfica
6a - jantar no bairro alto seguido de suave e lux. saimos qdo a pista fechou… yep, it was that good sabado - lanche junto da minha amiga andreia e outra malta da faculdade…
E viva a noite de Portugal, os amigos, e tudo e tudo e tudo…
Acordei da pior maneira que consigo imaginar acordar… telefonaram-me a dar a notícia que o meu querido avô faleceu. É nestas alturas que se pensa quando se esteve pela última vez com ele.. é quando nos tentamos lembrar do que ele nos disse pela última vez. É totalmente frustrante eu saber que a última vez que o vi, pareceu-me estar bem. Ainda não sei ao certo as razões de tudo, mas não quero. Quero que ele descanse em paz e sossego. Um beijo grande avô Bernardino.