Tag Archive 'desporto'

Jun 06 2008

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Bruno Afonso

Boston’s games

Filed under Diário de Bordo, trivia

Ora, ontem os Celtics jogaram o jogo 1 da NBA finals :-) Ganharam. O momento epico foi no entanto o Paul Pierce - estrela dos Celtics - ter saido a certa altura do jogo por se ter aleijado e depois voltar e meter 2 triplos consecutivos que foram decisivos na partida…

Mais interessante para algumas pessoas foi o ataque do Coco Crisp ao James Shield, o pitcher da outra equipa :)

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Mar 06 2007

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Bruno Afonso

Antevisao: Waterville Valley

Filed under Antidepressivos

Waterville Valley
Waterville Valley

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May 22 2006

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Bruno Afonso

No news does not mean bad news!

Filed under General, trivia

Ora viva carissimos leitores :-)
Fiquei deliciado ao receber um sms da Andreia a queixar-se da falta de noticias! Ora pois bem, foi mesmo algum excesso de trabalho pois ja’ queria aqui ter posto mais coisas! E’ que!, - jovens companheiros de vida - perdi a virgindade no que respeita ao desporto rei aqui para os lados de Boston! Nem mais nem menos que a versao light do Baseball: o SoftBall. Aqui em boston existe uma maluquice geral - embora nao proporcional ao glorioso (no mundo!) pois esta’ claro! - pelos Red Sox, a equipa de baseball local da cidade. Desde os autocarros da carris local no painel electronico alternarem o numero e destino com o slogan “Go Red Sox!” a hospitais terem zonas dedicadas ‘a adulacao da equipa, enfim, ha’ de tudo! Ate’ mesmo - mesmo mesmo! - casas de hot dogs que oferecem os hot dogs se enqto se estiver a comer o dito cujo os Soxs fizerem um home run. E’ dedicacao, e’ bonito, e’ arte, e’ respeitavel! Os americanos afinal tem paixoes, e’ verdade.

Ora eu nunca liguei mto ao jogo mesmo apesar de estar nesta cidade fanatica pelo jogo. Eu vejo na televisao de vez em qdo e tal uns minutos da coisa mas ja’ se sabe que e’ sempre diferente - pelo menos para mim - ate’ se jogar. E’ o mesmo que os gajos que nao gostam de futebol! Nao gostam pq nao sabem mexer na xixa, nao sabem o prazer que e’ o dominio de esferico, da bola magica que muda o mundo, do jogo que une todos os nao americanos na america… Nao sabem o que e’ estar a chover a potes e comecar a jogar ‘a bola todo molhadinho ate’ ao tutano so’ para marcar o golinho para fazer o gostinho ao pe’. (ai saudades desses belos joguinhos…)

Tudo comecou qdo o Ian (do meu lab) me perguntou se eu nao ia jogar na equipa do lab de softball. Eu ate’ tinha pensado nisso mas fiquei com a ideia que os gajos queriam este ano (nos anos passados foram sempre massacrados) apenas ter pessoas que soubessem jogar na equipa e eu nao os queria prejudicar. Eu compreendo que jogar com nabos pode ser uma chatice e entao… deixei-me ficar. No entanto, disse-lhe que ia falar com o Chris (o gajo que este ano tomou conta das inscricoes e tal…) para saber se podia dar uma ajuda de vez em qdo. Dito e feito! Logo no primeiro jogo dos meninos (o primeiro foi adiado devido ‘a chuva: primavera de merde, Il pleut…) precisaram de alguem pq uns nao podiam ir e outros estavam lesionados. Ora, o je foi para o jogo. Ha’ a realcar duas coisas: Nunca tinha sequer pegado numa luva de baseball, numa bola, nem sabia praticamente qse regras nenhumas.

Qdo la’ cheguei fiquei a saber que ia ficar de fora na parte defensiva, nao jogando efectivamente. NO ENTANTO, ia bater a bola!! Espetaculo pensei eu! Mal chegado ao jogo em cima da hora, consegui pegar numa bola e - efectivamente - trocar umas bolas com o Ian. Logo percebi que o menino sabia jogar… tinha tiques de joccatore :) Disse-me que era um “natural”! lindo :) Um “natural alien” pensei eheh… Antes do jogo comecar, apenas tive tempo para ele me explicar em 30 segundos como e’ que devia pegar no taco e bater a bola. Ora, estais realmente bem a ver a coisa. Ia ter que bater na bola sem nunca ter praticado antes na vida!…

Felizmente o beginner’s luck resolveu aparecer e qdo fui bater a bola acertei nela! lindo! Uma sensacao espetacular, adrenalina mto mto potente! A equipa estava algo desmotivada naquela altura pois tinhamos sido arrasados 12-1 no primeiro inning (parte defensiva em q nos mandamos a bola). Dessa vez a coisa foi mais ou menos… consegui chegar ‘a primeira base mas depois nao consegui ir mais longe. No entanto, ai’ recuperamos bem alguns pontos! Depois foi a nossa vez de defender e defendemos bem! No segundo round de bater a coisa estava assim assim ate’ o je que estao a ler e bem conhecem foi bater! Ah pois e’ meus amigos! O je nao fez um home run pois esta’ claro mas fiz o que os meninos ca’ chamam de “clutch”! Ao bater a bola consegui chegar ‘a primeira base e outros avancaram um pouco! Nao e’ que a minha tacada tenha sido especialmente potente, mas foi efectivamente a partir dai que o jogo mudou! Apos a minha tacada outros bateram bem e fizemos mtos pontos ate’ que empatamos! lindo lindo! Do massacre estavamos agora empatados com a outra equipa que tinha jogadores mto bons! Nessa jogada apenas me lembro de me virar para o treinador da primeira base e dizer: Eu nao percebo nada das regras, diz-me simplesmente qdo devo correr para a segunda base e/ou continuar para a terceira. E a adrenalina a bombar!

Ainda bati noutro momento decisivo do jogo mas nao consegui chegar ‘a primeira base. No entanto, tinhamos outros bons batedores e acabamos por ganhar! foi delicioso… os outros gajos pensavam q o jogo estava no bolso e acabaram por perder! foi lindo!

E foi fixe eles gostarem de eu ter jogado… e pronto… foi assim a minha primeira aventura no baseball! Agora ja’ vejo na tv baseball e acho piada embora nao perca mto tempo, mas gosto de ver as melhores jogadas e tal. Ganhei interesse leve pelo jogo por ter jogado - embora uma versao light - o que acho normal!

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Mar 29 2006

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Bruno Afonso

O benfica e os anti-benfiquistas

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by maradona
“Hoje somos todos blaugrana
Foi ontem inaugurada a Casa do Barcelona de Lisboa, a primeira em Portugal. Na televisão, assisti à declaração de um português de gema e um dos cento e tal membros fundadores, que, condensando em si o espirito do Dia Mundial do Teatro que ontem também se festejava, ouvi proferir as seguintes palavras: ”Sou sportinguista mas nutro uma especial simpatia pelo Barcelona“. Traduzindo, para que todos nos entendamos depois de caído o pano sobre a cena: ”Nutro uma especial simpatia pelo Sporting“. O sportinguista, embora dissimulado, é um génio da semântica. Façam, por obséquio, atenção:

Primeiro, a palavra ”nutro“. Um comunicado do PCUS da ex-União Soviética não pesaria melhor as palavras. Uma pessoa só é do Sporting se se ”nutrir“ constantemente. Dois dias sem ser aspergido com os ”nutrientes“ adequados e o sportinguismo mirra inexoravelmente. Um dos principais ”nutrientes“ (aqui para nós, o único) para o sportinguista típico são as derrotas e humilhações do Benfica. O último decénio e meio foi muito bom para o sportinguismo: Celta de Vigo, o Artur Jorge o King e o Hassan, o Vale Azevedo o Souness e o Michael Thomas, o Mostovoi o Deco e o Jardel.

Mesmo o Campeonato do ano passado não nos abalou por aí além: foi uma das vitórias em campeonatos mais ridículas de sempre, puxada a ferros pelo esforço e arte de um óbvio sportinguista no manejo da bola, cujo passe lhes fez ausentar do bolso uma fortuna e cujo mau fundo ainda lhes vai trazer muito dissabor, em época recheada com derrotas atrás de outras derrotas, más exibições atrás de más exibições, enfim, acho que está tudo dito de um título ganho com aquelas estatísticas. Este ano, que tem trazido ao sportinguista alguns revezes, pode hoje começar acabar em beleza, o que, não acontecendo, este blogue acaba.

Segundo, o diamantino rigor descritivo da palavra ”simpatia“. O Sporting, por mais desbocados que se oiçam por aí, não é um clube de paixões. Uma pessoa não tem ”paixão“ pelo Sporting. Isso é para clubes de merda, como o Benfica, ou cidades e regionalismos provincianos, como o Futebol Clube do Porto. A pessoa que seja do Sporting, no máximo dos máximos, ”simpatiza“. Há uma grandeza neste sentimento que não está ao alcance de mais nenhum clube. Não há mérito no filho em ser gostado pelo pai, não à mérito algum em Portugal em ser gostado pelo português. Ao invés, se existissem quase três milhões de portugueses a ”simpatizar“ com a Bosnia-Herzegovina seria porque algo de especialmente brilhante e luzidio emanasse daqueles lados. Infelizmente, em Portugal pouca gente se preocupa com os horrores sofridos ainda hoje pela comunidade servia da Bosnia-Herzegovina (os Milosevic e o Mladic são servios, não fica bem falar em favor dos servios), mas há quase três milhões de sportinguistas, o que atesta suficientemente da inigualável qualidade do Sporting como clube de futebol.

Terceiro, e por último, chamo a vossa atenção para o vocábulo ”especial“. Quando ouvirem esta palavra da boca de um sportinguista têm que utilizar as mesmas técnicas exegéticas que os especialistas utilizam com os manuscritos de Qumran. O sistema nervoso central do sportinguista processa este conceito de modo, digamos assim, especial (aqui no sentido em que um mero benfiquista lhe daria). Para o sportinguista o que é ”especial“ é precisamente o que é ”normal“ para os outros. Por exemplo: mesmo o adepto mais pessimista do Atlético Clube de Arrentela, tive a oportunidade de conferir há umas semanas atrás, vê uma vitória caseira como algo que deveria acontecer; é uma vitória, afinal, em nossa casa, conhecemos bem o campo, sabemos que no lado nascente a parede de tijolo está a 45 centímetros da linha lateral, etc, etc.

Para o sportinguista não há normalidade sob qualquer condição de pressão e temperatura, seja ela derrota, vitória ou empate. A vitória em Alvalade sobre o Penafiel, uma equipa que já está na segunda divisão, foi ”especial“ para nós, e para a fazer especial arranjámos um sem número de factos para incluir no processo mental: foi a nona vitória consecutiva para o campeonato, desde não sei quando que isso não acontecia, continuamos a depender de nós, o João Alves acertou com causalidade meteorítica numa bola que por ali passava e marcou um grande golo, o Tonel não marcou nenhum golo de calcanhar, estiveram 32.455 espectadores em Alvalade, há cem anos que não estavam trinta e dois mil quatrocentos e cinquenta e cinco espectadores em Alvalade.

O Benfica teria dito de uma vitória sobre o Penafiel na Luz apenas que ”é o Glorioso“, um vimaranese diria do seu Guimarães que o próximo jogo é não sei com quem, o Porto que não há ”relvado como o nosso“. Se o Sporting tivesse perdido ou empatado, apesar de o ano passado termos perdido em casa com o Penafiel, isso também teria sido ”especial“, e embora também já tenhamos empatado com o Penafiel não sei quando, um empate teria sido especialíssimo, porque, ”que engraçado“, as duas equipas marcaram o mesmo número de golos.

O sportinguista é como um tomagoshi ou um cão, mas ao contrário do dispositivo electrónico ou do animal, não chateia ninguém. Para sobreviver não precisa de nada, ou seja, qualquer coisa é precisamente do que ele mais precisa. Somos assim: tornamos tudo o que nos calha precisamente naquilo que estávamos mesmo a precisar para ”nutrir ainda mais simpatia pelo Sporting“.

Nesta teoria da superioridade e inviolabilidade do sportinguismo só há um excepção, estreitamente interligada com a primeira nota deste discurso: não nos calhando hoje uma derrotazinha clara do Benfica, tudo se poderá desmoronar. É o nosso calcanhar de Aquiles, a nossa Kriptonite.

Espero não ter exposto em demasia a alma daquele sportinguista que marcou presença na inauguração da Casa do Barcelona de Lisboa. Não desejava nada ser tido como indiscreto.”

E ainda sobre o efeito do acido no estomago…

“Ácido úrico
Ontem, este blogue quase que ia acabando - e estas ameaças não foram nem um nadinha exageradas. Não vou começar a escrever sobre o jogo que é para não ficar aqui até à noite, o que seria chato para vocês. O resultado daquela aparência de partida de futebol de ontem, num mundo normal, ordeiro, de paz e justiça, liderado sem contestação pelas políticas do Presidente Bush, seria Benfica 1 Barcelona 7 (e duas bolas no poste). Mas não, o Benfica é o Benfica e a noite de ontem viu condensar sobre o hectare da Luz o conjunto de fenómenos mais tipicamente benfiquistas de sempre no mais curto espaço de tempo sempre. Penso que ninguém terá a lata de sugerir que aquilo que se passou ontem foi uma coisa normal. Aconteceu Benfica: uma equipa, com tanta mija, tanta mija, tanta mija, tanta mija, tanta mija, que me termina um jogo onde lhe apareceram sete (7) jogadores adversários isolados à frente do guarda-redes e mesmo assim chega ao fim daquela coisa ainda com possibilidades de argumentar que ”teve azar“ e que o ”árbitro a prejudicou“. Eu acho que, depois daquela dança do sol às nove da noite de terça-feira 28 de Março de 2006, conseguir andar de cabeça levantada e com bitaites para proferir é uma proeza que só mesmo ao alcance de um benfiquista. E um sinal claro do estado de insolvência moral da nação.

Confesso que me deixa ainda hoje - apos 26 de vivencia salutar benfiquista - perplexo ao ver que portugal tem no seu mundo futebolistico praticamente dois tipos de adeptos: Os benfiquistas e os anti-benfiquistas. Nao quero ser hipocrita e por isso digo que apesar desta “maioria representativa” existem claro adeptos do Porto, Sporting, etc que se estao a marimbar para o Benfica. Das centenas (milhares?) de adeptos do benfica com quem ja’ privei contam-se talvez pelos dedos da minha mao direita o numero deles que era anti-sportinguista ou Portista. Duas maos de gajos que nao gostam de equipas do norte mas nada de anti-portista per se.

Ora, confesso que e’ com enorme prazer que vejo a raiva que alimenta a maior parte dos anti-sportinguistas. Esse clube regional de telheiras (revejam isto como um nome carinhoso - eu sou telheirense) tem mais anti-benfiquistas espumosos que o benfica tem socios pagantes, facto admiravel. Nao sei o que suscita tanta raiva aos sportinguistas mas o certo e’ que essa raiva tb abunda para os lados do norte, senao vejamos: Quantas vezes gritaram SLB apos cada golo nos respectivos campeonatos ganhadores dos ultimos anos do clube regional de telheiras e o porto? Incontaveis vezes, superior ao numero de golos de cada equipa somadas e ao quadrado.

Como benfiquista tenho um gosto especial ao ver um jogo do futebol do porto ou sporting - porque eu gosto mesmo no fundo e’ de ver bola - e ver que a primeira coisa que ocorre a cada adepto das claques respectivas cantarolar apos um golo da sua equipa e’ SLB. Somos de facto muito grandes… E’ sempre reconfortante ver por vezes um bom jogo de bola com o sporting e porto e lembrar-me do meu benfica nos momentos mais animados dos jogos. Diria que e’ o morango coberto de chocolate futebolistico.

Este post ja’ anda feito na minha cabeca ha’ muitos anos mas nao o queria ter escrito ate’ ter encontrado a origem da raiva - falhei. Nao vou desistir de o tentar encontrar mas queria prestar a minha homenagem ao maradona que apresenta-se como o ser mais visivelmente indignado da caminhada do benfica este ano na liga dos campeoes. Diria que nem o gatinho faria melhor…

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