Tag Archive 'Desabafos'

Apr 20 2007

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Bruno Afonso

Mood swings, maldicao?

Tanto me apetece deixar tudo (acreditem que ja’ ponderei a coisa seriamente) isto para estudar psicologia humana ou outra coisa qualquer tipo musica (sendo bibliotecario durante o dia por exemplo) nas minhas horas vagas como para continuar o PhD. E’ incrivel como ter que escrever os nossos interesses nos fazem por em perspectiva as coisas.

Mais incrivel e’ chegado a esta idade (mental/fisica) oscilar desta forma. Maldicao ou… ?

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Apr 18 2007

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Giz e sal

Yellow-Tullip

Sabado passado apos o concerto tive uma das conversas mais incriveis da minha vida. Descobri um lado meu que desconhecia e partilhei essa descoberta com outra pessoa. Despedimo-nos no final ambos com um travo a sal, gizado pelo frio da noite, junto a uma igreja. Nao sei sequer onde para a caneta que escrevera’ os proximos capitulos. Nao sei sequer se a caneta existe ou se algum de nos a quer encontrar.

Sei no entanto que no dia seguinte senti uma mescla estranha de sensacoes. Senti que cresci, mas especialmente, que ajudei outra pessoa a procurar o caminho para crescer e se encontrar. Mais importante que tudo, abanei um mundo de po’ e fatalismos, derramei sinceridades crueis com ternura. Fui melhor que eu proprio. Fui sinceramente melhor que eu proprio, ate’ entao e desconfio que talvez para sempre. Abdiquei de mim em prol da pessoa por quem nutro sentimentos. E’ talvez o sentimento mais perto que um pai pode ter que tive ate’ hoje. Foi estranho. Ainda e’ estranho.

Sabado ganhei-me a mim proprio. Ganhei o respeito que apenas a propria pessoa pode gerar para si propria. Ganhei a nocao que a felicidade tambem se constroi com estilhacos de amor e amizades de colagens de vidro. Investi num altruismo, num encontro que me podera’ passar ao lado. Esse encontro, comigo ou com outrem, apenas podera’ ser celebrado com um sorriso.

Algo diferente seria um atentado ao primeiro capitulo.

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Mar 29 2007

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Sobre o cantinho

Tudo o que aqui e’ escrito por mim e’ fruto da mente de um peixes de linha dura. Compreendam por isso que tudo esta’ pejado de ideais belos e cheio de anjinhos: Um verdadeiro peixes vive de sonhos e ilusoes - vive no sonho e a manha e’ o periodo mais doloroso do dia. A manha representa o parto dificil do leito dos sonhos, onde nos refugiamos no nosso mundo de sonhos e ideais durante a noite. E por isso e’ tao delicioso estar na cama quando se acorda.. e se dormita um pouco e acorda, e dormita… surfa-se a onda no limite do sonho, apos a qual comeca a realidade. Eventualmente o mar fica flat (mas sempre glass)…

A noite simboliza o periodo onde tudo e’ difuso, confuso e propicio ao sonho. E’ por isso quando o sonho nos mina e subconscientemente comeca a tomar conta de nos com o inicio da noite. O que durante o dia foi cor viva ‘a noite passa a tons de cinzento - E’ com cinzentos que vemos almas. E’ com cinzentos que temos um infinito gradiente entre estados puros: preto e branco. Sublime e ausente. Forte e carinhoso.

E’ na noite que temos conversas que nao podemos ter durante o dia. E’ ‘a noite que encontramos almas gemeas. E’ na noite que os pequenos podem ser grandes sem ninguem saber.

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Mar 20 2007

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Estado de espirito…

depois de saber hoje que tenho que dar lab meeting daqui a uma semana e meia:


(nao me responsabilizo por dores de cabeca devido a um menor poder de encaixe musical temporario…)

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Mar 16 2007

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Podemos todos ser bons

Nunca reagi muito bem a elogios, especialmente - especialmente - desmedidos. Hoje percebi melhor porque. Por outro lado, sou normalmente visto como um gajo que tem mania porque nao elogia por tudo e por nada os outros. Nao que eu nao consiga elogiar ou perceber que o deva fazer. Simplesmente porque elogio apenas quando acho que faz sentido e porque gosto especialmente de o fazer em privado, num regime mais intimo e sincero, quando as pessoas menos esperam. Ha’ pessoas que gostam do estilo, outras que nao.

Uma coisa que sempre me chateou com o excesso de elogios e’ a coincidencia de normalmente originarem de pessoas que adoram as qualidades dos outros porque os veem os outros como superiores. Pouco me incomoda que existam pessoas fora de serie - na realidade o mundo precisa delas -, no entanto, estas pessoas sao fora de serie porque nao se conformaram: acreditaram em si e efectivaram o seu potencial. A sua atitude e’ fundamentalmente diferente da atitude que se ve em Portugal nos putos (e em grande parte de populacao para nosso mal) em relacao ‘a matematica por exemplo. Noutras culturas e’ normalmente aceite que fisica, matematica, musica, etc seja “normal e acessivel” a todos. Ja’ ouvi varios nomes para a cultura que se vive em portugal de forma horizontal na “escola”. Os putos vao para a escola com a ideia que a matematica e’ dificil e nao e’ para todos. Fisica e quimica e’ para os nerds. E por ai’ adiante. Pior que isso, em Portugal e’ cool ter-se mas notas, faltar ‘as aulas, etc.

No mundo cientifico, desculpamo-nos por tudo e por nada quando nao se chega onde se podia. A melhor definicao que ja’ ouvi e’ a existencia de um Culto da mediocridade. Quando primeiro ouvi a expressao, fiquei chocado e atonito. Pensei na altura e tenho ruminado sobre a coisa ao longo de anos. Percebo agora melhor que e’ algo presente horizontalmente na sociedade Portuguesa. Desde o papao da matematica dos putos ‘a politica, passando pela comunidade cientifica (que muitos querem acreditar ser onde estao pessoas mto brilhantes).

Carol Dweck toca neste artigo num ponto fundamental: a nossa evolucao como pessoas a um nivel mais pessoal ou profissional depende fundamental de nos proprios. Na realidade, nao tanto se calhar do nosso trabalho per se, quantificavel em ultima analise pelo numero de calorias gastas. Depende sim do estado de espirito com que estamos na vida e do que queremos e pretendemos desta.

E’ facil? Pessoalmente nao acho que seja. Mas por isso e’ que e’ importante lembrar-nos do que o Rocky nos disse. E’ preciso ter coragem para nos enfrentarmos a nos proprios e nos melhorarmos. Isso requer recriarmo-nos com auto-motivacao e pedacos de demencia temporaria frequentemente.

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Mar 15 2007

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Diario optimista de um emigra

A Ana Rita ha’ uns tempos meteu uma entrada sobre o sofrimento de ser um emigra. Sou um optimista por natureza embora exteriorize muitas vezes algo diferente: feitios. Em todo o caso, os emigras de hoje sao do mais privilegiados de sempre. A massificacao dos media e em especial da internet (tanto da parte do cliente como de quem presta servicos) eclipsou as barreiras de uma forma inimaginavel. Posso ver diariamente (em directo ou nao) o jornal do meu pais, ouvir durante o dia inteiro radio portuguesa, etc. Coisas fundamentais e fulcrais como estar com os amigos numa base regular apenas poderao ser transpostas com viagens instantaneas - talvez um dia.

Bujardo que sou um emigra mimado. Bujardo tambem que quem nao deixa de pensar no fado da patria nunca disfrutara’ na plenitude a vivencia noutro lado. E’ preciso libertar a mente da ambivalencia para obter liberdade que conduz ‘a felicidade.

Ninguem aqui esta’ a mandar a patria ‘a merda: Apenas se luta pela entrega sincera diferencial em busca da felicidade.

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Feb 18 2007

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Life is really grand for those who want it.

Filed under Duvidas existenciais

But you should always question how much you want it, and if so, why.

Picture 13

It’s truly a privilege to be alive. Enjoy it.

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Feb 12 2007

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O nao como inimigo, chocolates e os 100 metros finais

Filed under Bujardas das fortes

Decidi ver o que o nytimes.com diz sobre as nossas eleicoes. Alem dos comunicados da reuteurs, AP, etc, ha’ reportagens de jornalistas que pertencem ao nytimes. Por vezes e’ interessante ver o que as pessoas distantes dos paises dizem porque olham de forma diferente, nao necessariamente mais lucidas e/ou iluminadas por isso, mas ‘as vezes acontece. Elaine Sciolino escreve no seu artigo alguns pontos importantes:

In many urban centers, the margin in favor of changing the law was much higher than at the national level. In Lisbon, for example, 71.5 percent voted in favor, 28.5 percent opposed; in Faro, in the Algarve region of southern Portugal, 73.6 percent were in favor, 26.4 percent opposed.

Faltou aqui fazer uma analise importante (que tem relevancia, ver adiante) das tendencias de voto em funcao do rendimento per capita do concelho e/ou freguesia e do nivel de educacao. O mesmo devia ser feito em relacao ao nivel de abstencao.

Supporters and opponents of abortion, political commentators and pollsters attributed the lack of voter participation to the episodically rainy weather, voter apathy and even ignorance.

Isto e’ uma vergonha pegada de comentario que eu ouvi durante a tarde das eleicoes. A chuva? A CHUVINHA? Foda-se. Haja vergonha.

“There are two Portugals, the Portugal of the elite — politicians, newspapers and television — and the Portugal of the people,” said João Marcelino, director of the mass-circulation daily tabloid Correio da Manhã. “The people are more concerned about unemployment, their salaries, the health system. The real country doesn’t consider the issue of abortion important.”

Penso que aqui se toca num ponto fulcral. Ha’ muito que Portugal aceita o aborto, tanto que nao o criminaliza “na pratica” - as mulheres nao passam tempo na cadeia por isso, apenas chatices em tribunais, etc. Nao deixa de ser vergonhoso que isso aconteca e por isso mesmo se referendou de novo. No entanto, ha’ claramente outros aspectos de maior importante que este referendo. Na realidade, ao contrario da chuvinha, penso que ha’ pessoas que pensam que este assunto ha’ mto devia estar resolvido e por isso nem se dignaram a ir votar. Mas em democracia e’ preciso ir votar, sempre. Seja ou nao importante face a outras coisas, seja ou nao algo inconscientemente decidido pela sociedade.

Portugal is also the only European Union member that has put on trial women who undergo illegal abortions, the health care providers who perform them and even “accomplices” like husbands or family members who might accompany them to backstreet abortionists.

E’ sempre importante frisar isto. Nao e’ que Portugal deva seguir as pisadas de todos os outros paises - ditos evoluidos por alguns - de todo. No entanto, e’ com grande alegria que deixo de ter vergonha do meu Pais no que concerne a esta questao, ao deixar de criminalizar as mulheres. Vi um pouco de um pros e contras que esta’ online no site da rtp. Vi pouco pois pouco sumo se retirava de praticamente qq intervencao (especialmente do nao) efusiva. No entanto, um ponto interessante foi alguem lembrar-se que quando se instituiu a possibilidade de divorcio tambem foi uma grande polemica. No entanto, o pais evoluiu de mentalidade e hoje ninguem poe esse direito em questao.

Quem ganhou neste referendo foi a abstencao, perdendo a democracia. Nao deixa de ser preocupante um pais que apenas pode votar livremente ha’ pouco mais de 30 anos ja’ ter estes niveis de marimbamento na ida ao voto. Ganhou tambem o repudio pela imposicao de moralidades que muitos viram renascer com a vitoria tangencial do nao na ultima eleicao.

Acho que este referendo presenciou do melhor e pior que se pode fazer num regime democratico. Embora o apoiantes do nao tenham excedido os limites do razoavel - e da racionalidade - nos seus argumentos em muitas ocasioes, tambem muitas pessoas terao mudado o seu voto para o nao face a muitos argumentos extremistas - e nao menos irracionais - de apoiantes do sim. Este referendo fomentou tambem a criacao de uma arena de discussao para tudo menos a questao que estava a ir a votos. E’ claro que a sociedade portuguesa quer debater e estar mais envolvida na politica. Ou, assim podemos ser levados a concluir desta fome inesgotavel de protagonismo e opinion-makers. Faltou no entanto correr os ultimos 100 metros. O pegar no carro (sem apanhar chuva portanto!) e ir la’ colocar a cruzinha.

Fica a duvida se a fome foi devido a estarmos a discutir assuntos nos quais todos nos sentimos aptos a opinar ou se a sociedade portuguesa esta’ realmente a interessar-se mais pela politica. Quero acreditar ingenuamente na segunda opcao. Quero especialmente acreditar que a fome nao e’ por termos discutido chocolate de supermercado mas que se vai manter quando tivermos que degustar alimentos menos saborosos. Todos sabemos debater sobre um chocolate, mas digerir um cozinho ‘a portuguesa ja’ envolve investir tempo na preparacao e digestao. Em todo o caso, os 100 metros serao sempre precisos correr de barriga cheia ou nao.

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Jan 31 2007

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somewhere-guided life

Com alguma paz de espirito, sempre senti que muitas coisas que acabaram por acontecer na minha vida, aconteceram de forma quase inescapavel, com tranquilidade e que de alguma forma estavam investidas de uma quase imperceptivel raison d’etre. Isso mesmo falta agora na altura em que tenho que colocar por escrito o que planeio fazer no doutoramento, para ser posteriormente avaliado pelos colossos intelectuais aqui da zona.

Nunca acusei tanto esta falta de destino claro para onde vou. Nunca pensei tanto se nao me enganei no cruzamento e virei ‘a esquerda esbocando um riso ‘a direita, quica demais. A estrada e’ de cabras e embora se possa sempre sair dela, por outro lado nao me apetece pois a unica razao talvez seja mesmo a do teste pessoal. A necessidade de uma validacao pessoal, que estupidez brutal.

E’ quando falta a inclinacao de levar a bom porto pequenas tarefas e detalhes - que fazem toda a diferenca - que penso realmente nesta tematica que me vai consumindo a pouco e pouco, muito e muito. E nos pequenos momentos auto-destrutivos.

Bujardo que a ignorancia de uns e’ a maldicao de outros. Acredito que a certeza de muitos e’ a certeza da incerteza de outros: sabemos que nunca chegaremos a ela e o caminho errante e’ a inescapavel solucao de um problema que ‘a partida sabemos que nao podemos resolver.

Agora vou trabalhar que ninguem me paga para escrever futilidades.

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Apr 28 2006

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A estranha leveza do viver e o jogo do tempo

E’ meia noite e meia, 45 min depois de ter saido do laboratorio. Estou no meu quarto frente ao portatil a acabar de comer salada de fruta feita pela mae do malino, meu amigo e companheiro de casa. Quando cheguei a casa ja’ tudo dormia (residentes e visitantes) e, tentando fazer o menos barulho possivel, procurei pela minha backpack para atulhar roupa para 2 dias de viagem: o retiro do meu departamento. A caminho de casa tive rasgado na cara um sorriso malando enquanto cantava o que o nano me sussurrava no ouvido. Sai do lab com forca para vir de bicicleta para casa rapidinho rapidinho, apos 13h de “trabalho”.

Pouco depois de me levitar da cama e ainda de cabelinho molhado, levo a 3a vacina (da serie de 3) para a hepatite B - logo pelo fresquinho da manha - circa ~10:15, rumando em seguida para a fonte de trabalho inesgotavel que e’ um laboratorio de investigacao cientifica. O que se calhar mais assusta a muita gente anima normalmente os malucos da ciencia: O trabalho e’ infindavel e verdadeiramente ultrapassa todos os seus interpretes. Um laboratorio e’, na realidade, um self-service inesgotavel de trabalho (cientifico e tudo o mais), aberto 24h por dia, 365 dias por ano. Ora foi num laboratorio cientifico que estive hoje durante todo o dia estupidamente contente. Brincando com o stress de fazer algo novo e semi-supervisionado por um instrutor - que gentilmente aceitou em me ensinar uma tecnica - percorro o dia contente sem saber porque. Findado um stress logo logo comeca outro e mesmo mesmo no final, sei que ainda tenho uma “coisinha” de 45min para fazer, guardadinha para o final do dia.

22h, decido que e’ altura de fazer a 45-min task, mesmo mesmo antes de rumar a casa. Vidrado no verde de uma maca do dia anterior, violo a sua entidade e a pouco e pouco o verde da’ azo a um branco em tons de castanho - que florescem a seu tempo - devido ‘as tarefas que intercalam o consumo da mesma. A determinada dentada recosto-me na cadeira e verifico que a aparelhagem - constituida por pecas velhas - ainda esta’ para montar no novo laboratorio. Num acesso inexplicavel decido unilateralmente (a parte emocional sobre a racional isto e’) que hoje iria apenas sair do lab depois de ouvir o “Problema de expressao” dos Cla (ao vivo, pois esta’ claro) em alto e bom som, comigo a juntar-me ao publico. Alcancado o sucesso de engenharia finalizo, ja’ melhor comigo mesmo, a “45 min task”. Rumo a casa e aqui estou eu, sem backpack feita e cansado, frente a este portatil.

Percebo grao a grao, cada vez melhor, o que e’ ser-se humano. Rio-me so’ de pensar que o mais fantastico de o perceber melhor e’ justamente a nocao - na qual acredito totalmente - de que sempre existirao coisas para aprender e perceber. Nao ao nivel de ciencia, mas sim ao nivel do que ha’ de verdadeiramente intrinseco em todos nos: o ser humano. Alio a minha curiosidade apaixonada pelo mundo ao inexplicavel prazer continuo de descobrir algo novo, dia apos dia.

O fascinio pela vida e’ talvez a coisa que preze mais em mim proprio, elegantemente impondo-se - doucement, sem sobrepor - ao amor por outrem, ao orgulho profissional, ao bem estar fisico e emocional. E’ este fascinio - ortogonal a tudo o resto - que me alimenta e do qual sou e serei aprendiz, ate’…

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Feb 03 2006

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Silencio ensurdecedor

Filed under Poemas do Além

Percebi hoje no silencio ensurdecedor que estou sozinho
nas saudades salgadas,
que nao reparto a meias um derrame de amor.

Acredito que nao sera’ possivel coser o que se rasgou,
que a linha invisivel se materializou num infinito nada.
Rendo-me ‘a escravidao do tempo,
rezo agnostico pela salvacao.

Afogado num silencio gritantemente ensurdecedor
Hoje percebi mais do que alguma vez ambicionei perceber

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Dec 04 2005

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3 Dezembro - madrugada

Filed under Poemas do Além

Lucidez com travo a atraso

Nao consigo dormir
recrio(-me) em pesadelos cruzados
lancinantes dores (pres)sinto
numa escolha minha, sem retorno,
sem valor per se: egoista por definicao.

Cresço acreditando nisso mesmo.

Deslumbrando-me por vielas pensantes,
murmuro-me por ecos espacados
tropecando em fragmentos varios:
varios e partidos, quebradicos
fragmentados ‘a la carte.

Do caldeirao das insonias
provo hoje a lucidez com travo…
a atraso.

Atonito,
viro-me para o lado.
Julgo eu para esquecer
espero eu, para aprender.

3 dezembro, cambridge.

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Oct 19 2005

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SuperBock & Sagres - Hidden jewels @ America

Filed under trivia

Meus amigos, descobri algo gravíssimo durante o meu glorioso dia na Casa do Benfica, presenciando em apoteose - e em profunda confraternização popularucha e vivaça - o chacínio daquela coisa a que chamam equipa, vulgo, fc porto. :-)
Ora bem meu amigos, o que se passou foi que um gajo chega à casa do Benfica e pede - como bom portuga que se preze - algo tradicional da sua pátria, digamos, uma superbock ou uma sagres. Com sorte, eles tb servem um pratinho de iscas… e depois vem o faducho claro. (que esperemos cantado por uma senhora com 60+ anos com cirrose no fígado, que n sabemos já se desafina de dor ou de nascença. Nada que um copo de tintol não alivie…)

Mas qual não é o meu espanto quando demoram um tempo extra a servir-me uma SuperBock. “Mau…” penso eu, aqui há alcool a mais no meu sangue…. Mas, era a primeira, esta demorou mesmo mto tempo a sair! Como bom cientista, instigo razão para tal e deparo-me com a calamidade pública presente em território soberano Benfi..er.. Português: Superbocks nem vê-las…

Feito tótó emigra novato-ó-chato-nabo-que-n-faz-ideias-a-qtas-anda-com-stress-pré-derby-que-n-os-ganhavamos-há-mais-de-14-anos, viro-me simpaticamente para a barwoman e pergunto-lhe, com o meu sorriso (já famoso) estúpido:

- Então mas aqui ninguém bebe SuperBock?
- Aqui é mais Heinecken ou Becks
- (Silêncio e olhar parvo…)

Isto deixou-me com azia, e não sabia já se era da SuperBock importada ou do meu choque. Importante a realçar é o facto de não ter trazido ulcermin de casa e só me restaria beber mais SuperBock até ao final do jogo, esperando matar a doença pela sua origem. (right…)

Após conversa casual com um dos chefes lá da casa, no seguimento da minha investigação em torno a possibilidade remota de ver o registo vermelho em tons de verde trauteando uma bola no conforto do meu lar, faço a pergunta óbvia:

- Mas oiça lá, aqui ninguém bebe SuperBock?
- Aqui é mais Heinecken e Becks… só há mais uma pessoa aqui que bebe SuperBock! Olha, acabou de entrar pela porta.

Era o presidente da junta pois está claro! palavra puxa palavra e descubro isto:

1) Acoreanos bebem Heinecken ou Becks.
2) O único que estava a beber super-bock era EU até chegar o presidente da junta da casa do benfica (um porreiraço!) que tb é do contnent !

Portanto, passei de um momento para o outro de apenas mais um gajo portuga em cambridge para um dos DOIS ÚNICOS GAJOS que bebem superbock na casa do Benfica. É o que dá um gajo manter-se fiel aos seus próprios princípios.

Um gajo questiona-se então, serão os açoreanos portugueses? Heinecken ainda vá - é muito boa - MAS BECKS? BECKS??

Meus amigos, apelo à indústria cervejeira portuguesa para se infiltrar nos açores e madeira. Será a única forma de exportarem a sério Sagres e SuperBock!

BOCK - A cerveja.

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Jan 05 2003

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Notícia triste…

Filed under General

Acordei da pior maneira que consigo imaginar acordar… telefonaram-me a dar a notícia que o meu querido avô faleceu. :-( É nestas alturas que se pensa quando se esteve pela última vez com ele.. é quando nos tentamos lembrar do que ele nos disse pela última vez. É totalmente frustrante eu saber que a última vez que o vi, pareceu-me estar bem. Ainda não sei ao certo as razões de tudo, mas não quero. Quero que ele descanse em paz e sossego. Um beijo grande avô Bernardino.

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Jan 04 2003

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consciência

Todos temos. Certo que por vezes é adormecida pelo álcool… aham. Em todo o caso, devia estar a estudar.. e muito(!). Mas não sei porquê, sempre que tenho que estudar, arranjo outras coisas para fazer, que naturalmente, me dão 10x + prazer fazer. Ainda para mais, tenho que estudar para um exame :|
Em todo o caso, encontrei para aqui um scan (só não encontro outro que eu queria..é sempre assim) da minha pessoa quando era puto. Já revelava a minha veia musical :-] eheh, aqui fica

pequenito

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