International Workers’ Day (a name used interchangeably with May Day) is a celebration of the social and economic achievements of the international labour movement. May Day commonly sees organized street demonstrations by millions of working people and their labour unions throughout Europe and most of the rest of the world — though, as noted below, rarely in the United States and Canada.
Pois sim. Este blog de n narradores converge naturalmente para as razoes que levam muitas pessoas a sairem de Portugal. Nao e’ preciso ser um genio para notar padroes nas historias. O interessante para mim e’, no entanto, a amplitude da faixa etaria. Estou mais familiarizado com malta mais nova, salvo seja, que estou a caminho dos 30
Confesso que nao me vejo a voltar a Portugal neste momento. Por varias razoes, mas que nao descreverei aqui agora. Ja’ equacionei por vezes voltar daqui a uns anos e chego ‘a conclusao que apenas seria aliciante se pudesse voltar para um lugar onde pudesse mudar o que faz tantas pessoas sairem. Infelizmente, nao penso que a politica seja a solucao e a perpetuacao do que esta’ errado nao parece estar a abrandar. E por aqui fico.
Entao pah? Era suposto serem anuncios tampax… Meus amigos, apesar de se sentir abandonada, ela esta’ num pais que fala a lingua dela. Ja’ agora, a “dura realidade” e a necessidade de “sobreviver” ocorre na cidade do Porto e nao num pais qualquer de terceiro mundo sem agua corrente.
A ver se se atinas pah! O que te falta e’ ires ao contagiarte, fumares umas broas e conheceres malta diferente. Isso de so’ te dares com cientistas nao te anda a fazer bem… Da’ um beijinho ‘a D. Julia por mim!
Voltar a Portugal e’ sempre uma angustia para mim. Volto a um Pais que achava que conhecia e gostava. Desaponta-me ver tanta coisa e modos de ser. Mas calo-me que sei que nao passarei de um cliche’.
As pessoas perguntam-me coisas para as quais nao querem realmente ouvir a resposta. E eu escapo. Evito o cliche’ e o resto…
Meus amigos, o que se passou e’ que ontem nevou. E quando neva, o povo sai ‘a rua. Pelo menos o povo que e’ rijo e nao e’ mariconco! Mas eu nao vou dizer nomes, claro!
Aqui ficam umas fotos de Brookline (onde eu moro agora). A minha rua:
O metro (de superficie nesta parte, tipo o electrico do Porto…) a vir buscar-me! Esta e’ a estacao de St. Mary’s.
Ora, ontem comprei tomate em polpa, carne picada, dois pacotes de cogumelos (frescos) e um pouco de natas, perdao, heavy cream , tudo no Johnnie’s Market, ao pe’ da minha casa. Dos cogumelos apenas usei um pacote e sobrou natas como e’ obvio. Pensamento do dia? Tenho que fazer ainda esta semana bifinhos com cogumelos e natas.
Ha’ algo que me e’ elusivo e que me atrai na escrita tingida de verdade. Ecoa em mim como poucas outras coisas que leio. Este tipo de escrita inspira-me para ler, escrever, compor e pensar na vida. De tras para frente, de frente para tras. O passar dos anos tem-me oferecido cada vez mais camadas de ignorex e so what? ‘a escrita consensualmente considerada boa e de alto calibre. Eu aprecio-a em certa parte, mas nao resoa, nao cola, nao chega, nao nao. Nao me conduz aos meus limites, os quais preciso de rocar. Apenas assim resvalo para momentos de creatividade e introspeccao que toda a vida me alimentaram a todos os niveis.
Ha’ neste post do Alexandre uma perola. O tamanho dela (interessara’?) e’ no entanto proporcional ‘a sensibilidade e vivencia do leitor. Todos nos identificamos com a nocao de solidao. Todos nos ja’ estivemos sozinhos no meio de conhecidos (junto de amigos sera’ menos habitual) no meio de uma terra algures. A colagem sera’ menor ou maior se essa terra for no proprio pais ou nao. Mas adiante.
O post forcou-me a lembrar-me da solidao que eu proprio ja’ experienciei. Mas, mais relevante, e’ lembrar-me tambem da experiencia extrema que e’ partilhar uma banheira com um ser humano angustiado de solidao entre conhecidos actuais, longe do calor de verdadeiros amigos deixados para tras noutra vida. E’ forte, violento e traumatico. E’ para nao querer repetir.
Encontrei o New Deal Fish Market na Cambridge St (google maps link) e comprei la’ peixinho. Ora olhai por favor:
E’ uma peixaria gerida por italianos, mas vendem coisas de mercearia tb. Falei 15min com a dona sobre o mundo, desde italia, portugal ‘a america. Como e’ bom peixe, formas diferentes de fazer peixe, etc. Tambem vendem sapateira… Parece que ha’ uma peixaria portuguesa 2 blocos ao lado que, obviamente, tambem terei de experimentar!
Este era o aspecto do animal quando chegou a Portugal… depois tive que cortar a trunfa para nao iniciar um vendaval familiar digno de cancelar um baptizado.
Alguns de vos ja’ comeram arroz de peixe feito em Bostonia by yours truly. Uma excelente variante e’ usar massa, em forma cotovelo, sem ser de grandes dimensoes. Assim um cotovelinho porreiro cujas dimensoes permitam a ingestao simultanea de 3 com um bocadito de peixe. Ah, peixe! Falemos entao de peixe. O problema aqui em Bostonia passa pela falta de bom peixe. Eu ja’ tenho dito ‘as pessoas que sou um gajo simples na culinaria e para mim, grande parte do segredo, passa pela obtencao e escolha - e’ preciso saber escolher - de bons alimentos com os quais se cozinha. O ultimo que fiz em Bostonia foi com peixe espada (calma, nao e’ preciso gritar comigo…) e este o Ze’ Manel fez com Maruca. Ha’ diferenca pois ha’…