Ontem ao chegar ‘a minha milonga favorita dou de caras com um casal amigo. Eu e ela gostamos muito de dancar juntos. Ou melhor, eu gosto de ela me dar a oportunidade de dancar com ela pois e’ das melhores dancarinas em bostonia. O marido vira-se para mim e diz-me olha la’, preciso de falar contigo. E’ que estou farto de ouvir comentarios de mulheres sobre ti. Das duas uma, ou passa-se algo ou entao acham-te piada como acham ao irmao mais novo!
Eu, muito sobrio, respondi: bom, a parte de me acharem piada pela cara de puto e irmao mais novo costuma ser a minha especialidade…
Este sabado existiu uma longa milonga. Isto e’, uma milonga que comeca la’ para as 9-10 e acaba qdo as ultimas pessoas sairem. Fui com a minha prof de tango mais 2 alunos e acabamos por sair de de la’ ‘as 5 da matina. Bem bom. Ficamos todos surpreendidos que a “boss” ficou ate’ tao tarde
O mundo das milongas e’ engracado. Ha’ pessoas que esperam que seja uma festa de aniversario onde todas as pessoas devem ser simpaticas umas com as outras e dancar umas com as outras mesmo quando nao dancam bem. Eu gosto quando e’ mais serio e as pessoas respeitam-se. Claro que se danca com os amigos e o ambiente em geral e’ uma atmosfera saudavel mas dai’ ate’ passarmos a noite a dancar com amigos que nao sabem dancar vai uma grande distancia.
Voltei a ver pessoas que nao via ha’ muito e conheci melhor outras. Dancei com G. apos termos prometido mutuamente dancar (tenho uma historia engracada sobre ela para contar um destes dias) juntos varias vezes no passado (este portugues..) e dancei com algumas pessoas com quem ainda nao tinha dancado antes.
O mais importante da noite? Mini-paixao por uma miuda que la’ estava. She seems so friendly… has the body I love in girls and she even knows how to dance… disse eu a certa altura a um amigo meu. O coracao ainda mexe, good to know. Nao falei com ela claro que nao. Chances are…
Esta fotografia que e’ parte deste conjunto de fotos e’ de uma milonga muito gira em Boston, mais concretamente em Cambridge, junto ao limite com Somerville. A milonga e’ em Inman Square, uma praceta muito hip e cheia de restaurantes de todo o mundo bem como gelatarias e outros docinhos. Este e’ um espaco pequeno que representa um desafio ‘a navegacao na pista de danca mesmo para os melhores tangueros. O chao nao e’ o melhor do mundo mas o ambiente e as pessoas que frequentam esta milonga fazem desta milonga a minha favorita da zona de boston. Entrar na milonga a cada outra terca (odd tuesday milonga e’ o nome da milonga…) e’ sempre uma surpresa pois a arte exposta esta’ em constante renovacao. A outra surpresa e’ sempre descobrir quem sao as pessoas que la’ estao nesse dia… a melhor parte e’ saber que vao ser sempre das melhores dancarinas em boston
Regina Alleman and Guillermo Segura dance the tango at La Glorieta in Buenos Aires. [Martín Zabala]
“Tango is a one-way journey,” Romina Lenci cautioned me before my trip. “You don’t come back.” Romina has surrendered to that fate; she has danced tango for more than a decade, and she sees no return. But that just emboldened me. I guess I’m just as intoxicated with the possibilities of tango — with the romanticism of surrendering to a stranger, with the relief of not knowing where I’m going and not caring — as any other rookie. But I have another morbid yearning: I want to confirm the doomed Argentine cycle, epitomized in the back-and-forth, twisting steps of tango. Tango, after all, is the well where Argentine thinkers and corner drunkards look for la argentinidad, the country’s identity. I wonder how, through all the nation’s upheavals, Argentina’s signature music and dance resonate in its people.