Archive for the 'Poemas do Além' Category

May 29 2008

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Bruno Afonso

Cuartito Azul

Filed under Muzak, Poemas do Além

Eu ca’ nao sei mas se alguem me cantasse esta musica eu apaixonava-me na hora…

Uma versao de Francisco Canaro, canta Francisco Amor (1939)

Outra versao cuja autoria desconheco:

Cuartito azul - TANGOS INMORTALES

Letra de Mario Battistella:

Cuartito azul, dulce morada de mi vida,
fiel testigo de mi tierna juventud,
llegó la hora de la triste despedida,
ya lo ves, todo en el mundo es inquietud.
Ya no soy más aquel muchacho oscuro;
todo un señor desde esta tarde soy.
Sin embargo, cuartito, te lo juro,
nunca estuve tan triste como hoy.

Cuartito azul
de mi primera pasión,
vos guardarás
todo mi corazón.
Si alguna vez
volviera la que amé
vos le dirás
que nunca la olvidé.
Cuartito azul,
hoy te canto mi adiós.
Ya no abriré
tu puerta y tu balcón.

Aquí viví toda mi ardiente fantasia
y al amor con alegria le canté;
aquí fue donde sollozó la amada mía
recitándome los versos de Chénier.
Quizá tendré para enorgullecerme
gloria y honor como nadie alcanzó,
pero nada podrá ya parecerme
tan lindo y tan sincero
como vos.

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Apr 22 2008

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Bruno Afonso

Poemas - linguas

A semana passada falava de poesia com um americano. Perguntou-me se escrevia em Portugues ou Ingles. Disse-lhe que normalmente em Portugues porque me permitia brincar com as palavras, de alguma forma, brincar com a lingua.

Confessei-lhe passados 23 segundos que ‘as vezes pensava em poemas em ingles. Que era ainda uma novidade para mim: tinham um sabor e existir diferente. Surgem de conceitos e nao de apenas jogos de ideias. E isso fez-me pensar em mais do que poemas. Muito mais. Foi a conversa mais interessante que eu tive durante toda a semana e durou apenas 3 minutos. Demorei meia semana a comecar a perceber o que posso aprender com ela.

Se aprender 15 linguas talvez possa viver de poemas.

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May 11 2007

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madrugada de poemas

green presence

madrugadas

almofadas

poemas

poemas

poemas

poemas

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Apr 18 2007

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Giz e sal

Yellow-Tullip

Sabado passado apos o concerto tive uma das conversas mais incriveis da minha vida. Descobri um lado meu que desconhecia e partilhei essa descoberta com outra pessoa. Despedimo-nos no final ambos com um travo a sal, gizado pelo frio da noite, junto a uma igreja. Nao sei sequer onde para a caneta que escrevera’ os proximos capitulos. Nao sei sequer se a caneta existe ou se algum de nos a quer encontrar.

Sei no entanto que no dia seguinte senti uma mescla estranha de sensacoes. Senti que cresci, mas especialmente, que ajudei outra pessoa a procurar o caminho para crescer e se encontrar. Mais importante que tudo, abanei um mundo de po’ e fatalismos, derramei sinceridades crueis com ternura. Fui melhor que eu proprio. Fui sinceramente melhor que eu proprio, ate’ entao e desconfio que talvez para sempre. Abdiquei de mim em prol da pessoa por quem nutro sentimentos. E’ talvez o sentimento mais perto que um pai pode ter que tive ate’ hoje. Foi estranho. Ainda e’ estranho.

Sabado ganhei-me a mim proprio. Ganhei o respeito que apenas a propria pessoa pode gerar para si propria. Ganhei a nocao que a felicidade tambem se constroi com estilhacos de amor e amizades de colagens de vidro. Investi num altruismo, num encontro que me podera’ passar ao lado. Esse encontro, comigo ou com outrem, apenas podera’ ser celebrado com um sorriso.

Algo diferente seria um atentado ao primeiro capitulo.

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Mar 29 2007

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Sobre o cantinho

Tudo o que aqui e’ escrito por mim e’ fruto da mente de um peixes de linha dura. Compreendam por isso que tudo esta’ pejado de ideais belos e cheio de anjinhos: Um verdadeiro peixes vive de sonhos e ilusoes - vive no sonho e a manha e’ o periodo mais doloroso do dia. A manha representa o parto dificil do leito dos sonhos, onde nos refugiamos no nosso mundo de sonhos e ideais durante a noite. E por isso e’ tao delicioso estar na cama quando se acorda.. e se dormita um pouco e acorda, e dormita… surfa-se a onda no limite do sonho, apos a qual comeca a realidade. Eventualmente o mar fica flat (mas sempre glass)…

A noite simboliza o periodo onde tudo e’ difuso, confuso e propicio ao sonho. E’ por isso quando o sonho nos mina e subconscientemente comeca a tomar conta de nos com o inicio da noite. O que durante o dia foi cor viva ‘a noite passa a tons de cinzento - E’ com cinzentos que vemos almas. E’ com cinzentos que temos um infinito gradiente entre estados puros: preto e branco. Sublime e ausente. Forte e carinhoso.

E’ na noite que temos conversas que nao podemos ter durante o dia. E’ ‘a noite que encontramos almas gemeas. E’ na noite que os pequenos podem ser grandes sem ninguem saber.

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Mar 23 2007

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Excerto

Filed under Poemas do Além

O mindinho que se entrelacou no passeio ao longo de uma noite gelida perdeu-se.
O mindinho que foi demais e chegou para descongelar o rio gelido deu lugar a uma mao morna.
Gelida em comparacao.
A incerteza e’ um infinito.

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Feb 19 2007

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Light painting

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Feb 04 2007

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Tu, sim tu. Nós.

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Tu, sim tu. Falo contigo. Eu, tigo.
Estás a ler isto à espera de quê?
Começas a ler poemas e esperas
ao (in)certo o quê?

Tens noção que este é o primeiro poema deste tipo que eu escrevinho?
pelo menos em público - exposto, nú. Pequeno.
Ou vais julgar-me como um dos grandes? dos teus grandes.
senhor Juiz, está a julgar o poema ou o poeta?

Responde-me pelo menos ao que vais. Comiseração, paixão, esperança,
ânsia. Ao que vais? responde-me. Grita-me ao ouvido,
sussura-me nublado em árvores sem fim. Responde-me.
A catarse surge e consome-nos - Sim, a nós. Mas responde-me.
Responde-nos a todos. A todos.
Tu, sim tu. Falo contigo. Eu, ‘nós.

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Jan 25 2007

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Conversas soltas

Ela: Estás arrependido de teres ido?
Eu: Nao.

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Jan 17 2007

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R.I.P. Alice Coltrane

Pouco tenho da Alice, penso que apenas um ou dois albuns. Mas gostei e gosto. Aqui fica um rasgo (pequeno e cortado infelizmente) de como a Alice sempre foi superior ao estigma que lhe foi imposto de alguma forma por ter casado com o Trane e adoptado o seu apelido. Love, Amor, supremo e supreme, as always, sempre em grande estilo pelos Coltranes. A disfrutar especialmente para quem procura um jazz mais Zen.

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Oct 11 2006

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O meu casulo

O Meu Casulo

O meu casulo ecoa musica
o meu casulo tem apendices brancos
Denota acordes, suspende a respiracao com 1 3 4 5
Da’ a saborear ao se derreter com 1 3b 5 9

O meu casulo envolve-me,
protege-me do mundo, suga-me para outro lado
Viajo sem bilhetes, com alma e nas ondas da melodia:
na crista ha’ bemois e sustenidos, cromatismos que nos atormentam
resolucoes que nos mostram o nirvana, voltas ‘a cabeca que nos fazem voltar.

O meu casulo estampa-me um sorriso estupido entre sisudos,
faz-me reflectir negativismo em forma de positivismo.
O meu casulo nasceu comigo e eu apenas lhe dei restos,
Perdoou-me e devolveu-me a maior dadiva que alguem podia querer.

Ha’ dias em que nao sabemos porque nos sentimos bem ate’ nos irmos deitar.

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Oct 07 2006

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Reflexoes de autocarro

Nem estava para meter isto aqui hoje. Estou a chocar uma constipacao e sao quase 3 da matina. No entanto, ao estar a ler umas coisa online apeteceu-me. E qdo apetece, nao ha’ nada a fazer.

Situemo-nos. Autocarro que me levava ao aeroporto para rumar ‘a patria em agosto. Cheguei a equacionar arriscar um texto mais longo e elaborado a partir deste. Confessei este mesmo facto a uma amiga minha. Mas a perguica venceu e opto por colocar aqui mais uma versao crua (as unicas que no fundo importam) de um chorrilho de disparates timbrados num moleskine. O texto nao carece introducoes nem explicacoes.

Sussuras-me algo no ouvido que nao interessa, trincas-me a orelha e sinto a tua lingua que nao me toca.
Olhas-me durante segundos enquanto eu nao te dou troco sentindo uma ponta de prazer quasi-paixao. Decorre um minuto asiatico em pelicula e olho-te: Sorris e penetras na minha alma via iris.
Perdoas-me com o olhar, agradeces-me o amor, sorris a plenitude de alma. Assistimos ao filme da nossa vida nos olhos do outro e ficamos fascinados pela situacao das cores.

O texto nao e’ nada comparado com o filme que eu imaginei durante toda a viagem de autocarro e esse ninguem mo tira. Existe algo que ainda nao percebi nos autocarros que catalisa a escrita e a creatividade. ja’ me apeteceu tirar um milhao de fotos em autocarros…

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Sep 16 2006

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Porque a poesia e’ realmente universal…

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Bem, na realidade nao e’. Poesia traduzida levanta-me o sobrolho ‘a partida… mas o que achei particularmente engracado ao estar a ler o livro de poesia q podem ver no lado direito do vosso ecran e’ que consigo aperceber-me da beleza da poesia noutra lingua que nao a minha lingua materna. Na realidade, a compra deste livro foi um jogo/desafio: Conseguirei extrair e/ou apreciar algo de poesia escrita em ingles? A duvida surge do facto de ate’ agora nunca ter sequer concebido escrever poesia em ingles - pelo menos no estado sobrio. Na realidade, escrever poesia em ingles para mim requere mto mais que o dominio de ingles que tenho (que sem falsas modestias e’ acima do aluno estrangeiro normal) porque para pensar, conceber e escrevinhar poesia requere mais do que o dominio simples e superficial que normalmente se tem de outra lingua qualquer que nao a materna. Nao obstante, comeco a ficar satisfeito com o prazer que me da’ (e mesmo inspiracao!) ler poesia em ingles. Um poema que adorei do livro e’ o que se segue:

I Want to Be Your Shoebox
Catherine Bowman

I want to be your shoebox
I want to be your Fort Knox
I want to be your equinox

I want to be your paradox
I want to be your pair of socks
I want to be your paradise

I want to be your pack of lies
I want to be your snake eyes
I want to be your Mac with fries

I want to be your moonlit estuary
I want to be your day missing in February
I want to be your floating dock dairy

I want to be your pocket handkerchief
I want to be your mischief
I want to be your slow pitch

I want to be your fable without a moral
Under a table of black elm I want to be your Indiana morel
Casserole. Your drum roll. Your trompe l’oeil

I want to be your biscuits
I want to be your business
I want to be your beeswax

I want to be your milk money
I want to be your Texas Apiary honey
I want to be your Texas. Honey

I want to be your cheap hotel
I want to be your lipstick by Chanel
I want to be your secret passage

All written in Braille. I want to be
All the words you can’t spell
I want to be your International

House of Pancakes. I want to be your reel after reel
Of rough takes. I want to be your Ouija board
I want to be your slum-lord. Hell

I want to be your made-to-order smorgasbord
I want to be your autobahn
I want to be your Audubon

I want to be your Chinese bug radical
I want to be your brand new set of radials
I want to be your old-time radio

I want to be your pro and your con
I want to be your Sunday morning ritual
(Demons be gone!) Your constitutional

Your habitual—
I want to be your Tinkertoy
Man, I want to be your best boy

I want to be your chauffeur
I want to be your chauf-
feur, your shofar, I want to be your go for

Your go far, your offer, your counter-offer
your two-by-four
I want to be your out and in door

I want to be your song: daily, nocturnal—
I want to be your nightingale
I want to be your dog’s tail

Cheguei a verter uma lagrima.

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Aug 12 2006

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A surpresa

A surpresa

A surpresa não vem só,
tem bagagem, tem assessórios
tem história, define futuros.
A surpresa alcança.

Consome e dá a consumir,
miscibiliza água e azeite
dá a provar sabores únicos.
Cria chaves, concretiza ideais,
vende mães ao desbarato, faz perder…
mentes, cabeças, ideais.

A surpresa cria num processo quântico
unicidade, novidade, perenidade.
A supresa alcança.

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Aug 10 2006

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Hoje escrevi no autocarro

Engracado. Nao escrevo poesia ou outras coisas ha’ imenso tempo e hoje vim de autocarro para o lab. Calma, foi apenas hoje porque hoje vou sair com a malta do lab para comer (beber imperiais) e tal. Como nao quero voltar ao lab e ir para casa de barriga cheia (alegre) na bike, decidi vir de bus e depois devo ir para casa de taxi ou algo similar. O malino e a catarina devem vir por isso o taxi sai mais baratinho :-)
Sim, o poema, e’ verdade. Antes de sair de casa pensei, e q tal ir a ler no autocarro? Pois bem, peguei no livro de poesia q mencionei ha’ uns posts atras e ia a ler a segunda introducao do editor convidado. Nao sei bem como mas acabei a dar por mim a escrever no verso da capa do livro um verso sobre boas memorias. Antes q me arrependa, vou transcreve-lo aqui. Precisa de retoques e melhoramentos mas achei piada partilhar :-)
Sublimacao da Paixao

Vem meu amor, anda
anda ate’ meu redor,
pulsa ao ritmo do meu ardor
bamboleia-te ao som da minha paixao

Serpenteia-te ate’ mim como es,
sempre seras, simples e bela, bela e simples.
Derrete-me com os teus diamantes de ver…
hipnotiza-me com o teu corpo de flauta.

Troça-me com o teu poder carnal,
esventra-me de ilusão, de paixão
sangra o meu coração de prazer,
cicatriza-me com o teu corpo escaldante.

Hoje como sempre sou teu escravo,
Hoje como amanhã vai ser um descobrir novo
Adormeço a pensar que as estradas do teu corpo são infinitas
montanhas e vales inescapáveis, inexoráveis…
Adormeço feliz que amanhã há mais viagens

Quando acabei de escrever o poema senti-me feliz. Foi boa a viagem, assim se vai por boston.

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