o senhor doutor no Publico de hoje

by bruno

Dreng Cropped

O Jornal publico de hoje tem uma peca no P2 a respeito dos “doutores” e “engenheiros” em Portugal. Mesmo ainda antes de ter saido de Portugal, nunca permiti que ninguem me tratasse por sr engenheiro/engenheiro, excepto num ambiente ultra formal, sem q eu pudesse estabelecer qualquer contacto com a pessoa antes e dizer-lhe que me devia tratar simplesmente pelo meu nome. Por outro lado, ter convivido com pessoas num ambiente academico onde a experiencia internacional foi abundante sempre ajudou a evitar estes tratos desnecessarios. Infelizmente, nas universidades (incluindo o tecnico) ainda subsiste o culto do “Professor”.

Nunca percebi a necessidade de mudar o meu nome. Gosto pouco de epitetos portanto. Isto deixou espantada a senhora da Caixa Geral de Depositos que me perguntou por varias vezes se eu nao queria ter eng no meu cartao de debito. Nem credito era!

No artigo, a Maria Mota (do IMM) diz o seguinte:

Já os Estados Unidos, nota Maria Mota, têm “uma cultura muito pragmática”. “Não é importante ter tirado o curso xis mas aquilo que a pessoa atingiu na vida. É muito normal conhecermos um americano e daí a não sei quantos minutos estarmos a discutir quanto é que cada um ganha.”

Ora, eu pergunto-me o que e’ que isto tem a ver com a discussao em causa. Que os US tenham uma cultura muito pragmatica nao restam duvidas. Agora, o que cada um ganha nao esta’ relacionada com nada. Acontece e’ que nos US as pessoas definem-se pelo fazem e pelo bom que sao a faze-lo. Por exemplo, normalmente nao ha’ muito interesse nos hobbies e o peso desses nao e’ mto relevante na avaliacao que as pessoas fazem das outras. Na realidade, nunca discuti com ninguem quanto ganha: Os academicos sabem que ganham menos que o resto da sociedade com as mesmas qualificacoes e ja’ e’ saber demais. Minto, apenas soube o salario de uma pessoa que saiu do meu lab porque mo disse e a confirmar-se e’ algo fora do normal!

Penso que a Maria Mota teve este tipo de conversas quando a tentaram seduzir num bar ou evento cientifico. Ao bom estilo americano, o dinheiro fala mais alto, mesmo que o coracao.

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