Apr 30 2007
Archive for April, 2007
Apr 30 2007
Solucos…
A 60-year-old man with acute pancreatitis developed persistent hiccups after insertion of a nasogastric tube. Removal of the latter did not terminate the hiccups which had also been treated with different drugs, and several manoeuvres were attempted, but with no success. Digital rectal massage was then performed resulting in abrupt cessation of the hiccups. Recurrence of the hiccups occurred several hours later, and again, they were terminated immediately with digital rectal massage. No other recurrences were observed. This is the second reported case associating cessation of intractable hiccups with digital rectal massage. We suggest that this manoeuvre should be considered in cases of intractable hiccups before proceeding with pharmacological agents.
Muito bom.
Apr 26 2007
Mike Daisey’s Invincible Summer
Ha’ umas semanas fui ver o Mike Daisey e o seu monologo Invincible Summer (ver outros). Melhor ainda, foi ‘a borla.
Ha’ bilhetes de borla normalmente para espetaculos no inicio para nao estarem vazios e tal e um gajo aproveita estas coisas ![]()
O espetaculo foi mto mto bom. Hoje por sorte deparei-me com isto:
No blog do Mike Daisey, esta’ o relato historia de uns “meninos” cristaos de uma escola secundaria que acharam que a piada de foder (fuck) a Paris Hilton era demasiado e decidiram portar-se como umas criancas. Podiam abandonar o espetaculo como forma de protesto, acto este, aceitavel. Agora, destruir o trabalho de outrem e’ ir longe de mais. O Mike falou com ele depois, relato presente aqui. Realco apenas isto:
And then I forgive him. He is very quiet–he is obviously shocked. And I tell him, “I want you to remember that a liberal atheist has forgiven you today. I don’t want you to ever forget that, as long as you live, do not forget what happened here. I don’t have God behind me, but I speak for myself, and I forgive you for myself, and for you. Never forget this.”
Apr 24 2007
A melhor versao da musica Wonderwall: Cat Power
Algo de magico nesta versao. Cat Power na BBC.
Apr 20 2007
Estilo #1 (igual a qualquer outro)
Decidi escrever. Assim, como os outros escrevem. Sao 3 da manha e impoe-se dormir, rosnar um sonho contra a calcada preta como breu. Gostei desta ultima frase. Nao a fiz, apareceu, nao a corrigi, subsistiu. (nao rimou com ‘eu, merda) Estou a tentar esculpir frases como se deve. Curtas, guturais, tipo flechas. Escrever bem e’ isto. E’ sermos curtos, directos. Assim. Assim.
E’ uma merda escrever bem. Quase tao mau como tentar escrever bem e nao conseguir.
Apr 20 2007
Voltar arrependido
Dizem-me que as exs ou encontros falhados/desalinhados voltam arrependidas apos uns tempos. As minhas nao. Nunca voltaram.
Apr 20 2007
Mood swings, maldicao?
Tanto me apetece deixar tudo (acreditem que ja’ ponderei a coisa seriamente) isto para estudar psicologia humana ou outra coisa qualquer tipo musica (sendo bibliotecario durante o dia por exemplo) nas minhas horas vagas como para continuar o PhD. E’ incrivel como ter que escrever os nossos interesses nos fazem por em perspectiva as coisas.
Mais incrivel e’ chegado a esta idade (mental/fisica) oscilar desta forma. Maldicao ou… ?
Apr 19 2007
Afonsismo #6 (att blog geeks)
Antes de te convenceres que o teu numero de visitantes podera’ estar a aumentar, certifica-te que nao sao spammers.
Apr 19 2007
o senhor doutor no Publico de hoje

O Jornal publico de hoje tem uma peca no P2 a respeito dos “doutores” e “engenheiros” em Portugal. Mesmo ainda antes de ter saido de Portugal, nunca permiti que ninguem me tratasse por sr engenheiro/engenheiro, excepto num ambiente ultra formal, sem q eu pudesse estabelecer qualquer contacto com a pessoa antes e dizer-lhe que me devia tratar simplesmente pelo meu nome. Por outro lado, ter convivido com pessoas num ambiente academico onde a experiencia internacional foi abundante sempre ajudou a evitar estes tratos desnecessarios. Infelizmente, nas universidades (incluindo o tecnico) ainda subsiste o culto do “Professor”.
Nunca percebi a necessidade de mudar o meu nome. Gosto pouco de epitetos portanto. Isto deixou espantada a senhora da Caixa Geral de Depositos que me perguntou por varias vezes se eu nao queria ter eng no meu cartao de debito. Nem credito era!
No artigo, a Maria Mota (do IMM) diz o seguinte:
Já os Estados Unidos, nota Maria Mota, têm “uma cultura muito pragmática”. “Não é importante ter tirado o curso xis mas aquilo que a pessoa atingiu na vida. É muito normal conhecermos um americano e daí a não sei quantos minutos estarmos a discutir quanto é que cada um ganha.”
Ora, eu pergunto-me o que e’ que isto tem a ver com a discussao em causa. Que os US tenham uma cultura muito pragmatica nao restam duvidas. Agora, o que cada um ganha nao esta’ relacionada com nada. Acontece e’ que nos US as pessoas definem-se pelo fazem e pelo bom que sao a faze-lo. Por exemplo, normalmente nao ha’ muito interesse nos hobbies e o peso desses nao e’ mto relevante na avaliacao que as pessoas fazem das outras. Na realidade, nunca discuti com ninguem quanto ganha: Os academicos sabem que ganham menos que o resto da sociedade com as mesmas qualificacoes e ja’ e’ saber demais. Minto, apenas soube o salario de uma pessoa que saiu do meu lab porque mo disse e a confirmar-se e’ algo fora do normal!
Penso que a Maria Mota teve este tipo de conversas quando a tentaram seduzir num bar ou evento cientifico. Ao bom estilo americano, o dinheiro fala mais alto, mesmo que o coracao.
Apr 18 2007
Giz e sal

Sabado passado apos o concerto tive uma das conversas mais incriveis da minha vida. Descobri um lado meu que desconhecia e partilhei essa descoberta com outra pessoa. Despedimo-nos no final ambos com um travo a sal, gizado pelo frio da noite, junto a uma igreja. Nao sei sequer onde para a caneta que escrevera’ os proximos capitulos. Nao sei sequer se a caneta existe ou se algum de nos a quer encontrar.
Sei no entanto que no dia seguinte senti uma mescla estranha de sensacoes. Senti que cresci, mas especialmente, que ajudei outra pessoa a procurar o caminho para crescer e se encontrar. Mais importante que tudo, abanei um mundo de po’ e fatalismos, derramei sinceridades crueis com ternura. Fui melhor que eu proprio. Fui sinceramente melhor que eu proprio, ate’ entao e desconfio que talvez para sempre. Abdiquei de mim em prol da pessoa por quem nutro sentimentos. E’ talvez o sentimento mais perto que um pai pode ter que tive ate’ hoje. Foi estranho. Ainda e’ estranho.
Sabado ganhei-me a mim proprio. Ganhei o respeito que apenas a propria pessoa pode gerar para si propria. Ganhei a nocao que a felicidade tambem se constroi com estilhacos de amor e amizades de colagens de vidro. Investi num altruismo, num encontro que me podera’ passar ao lado. Esse encontro, comigo ou com outrem, apenas podera’ ser celebrado com um sorriso.
Algo diferente seria um atentado ao primeiro capitulo.
Apr 18 2007
IF A GREAT MUSICIAN PLAYS GREAT MUSIC BUT NO ONE HEARS… WAS HE REALLY ANY GOOD?
Vale bem apena a longa leitura.
Apr 18 2007
Afonsismo #5
Sabes que es um pouco crescidito quando decides ignorar perdas de tempo inconsequentes apos meditares sob a coisa uns 5 minutos.
Post motivado por decidir nao escrever uma entrada a respeito de um post num outro blog (claramente infeliz e cheio de cliches).
Apr 18 2007
Prozac Nation
Este e’ um titulo de um filme que vi ha’ uns meses. Passa-se a 15min a pe’ de onde eu moro, no campus principal de Harvard. Ao ler hoje o NYT times e’-me impossivel nao colocar aqui o final deste artigo:
He also took a prescription medicine. Neither Mr. Aust nor Mr. Grewal knew what the medicine was for, but officials said prescription medications related to the treatment of psychological problems had been found among Mr. Cho’s effects.
Toda esta situacao remete-me para um livro que li ha’ uns tempos (melhor que o filme, diga-se de passagem). As sociedades actuais, mesmo as que sao vistas como das mais evoluidas tecnologicamente, nao sabem - claramente - lidar com pessoas com desiquilibrios emocionais. O nosso conhecimento do cerebro humano (ou qualquer outro…) e’ limitado ao ponto de nao conseguirmos impedir pessoas de actos incriveis como a chacina de 33 pessoas (incluindo o assassino) numa universidade americana. Nao estamos a falar de psicopatas com um longo historial ou com problemas mentais evidentes. Estamos a falar de pessoas com suficiente equilibrio emocional para passarem um periodo de adolescencia e entrarem numa universidade.
Por intermedio de um amigo meu vim a saber que existe uma franja dos alunos de Harvard que esta’ sob medicacao. Tambem num artigo de 2002 no Harvard Crimson, pode-se ler:
He said around 1,000 of Harvard’s 17,000 students take one of the top-three prescribed anti-depressants.
Estamos a falar de quase 6% da populacao estudantil, em 2002. Curiosamente, ha’ pessoas que consideram este valor baixo (7% em 2006, em resposta a isto). Nao sei valores das universidades de topo Portuguesas ou Europeias mas estou curioso. Mas mais curioso estou ainda de saber se conseguiremos ter melhores “drogas” para estes desiquilibrios ou simplesmente mudar a visao de sociedade que induz muitos destes efeitos nos mais novos, nos quais me incluo.

