Nov 27 2006
Mario Cesariny e eu
A Luna revolta-se no seu (actualmente) ultimo post a respeito da quantidade de supostos conhecedores de Cesariny que decidiram partilhar poemas na blogosfera. Ora, eu vou contrariar a tendencia constatada por ela e partilhar que foi preciso o senhor morrer para eu comecar a ler a Pena Capital dele, ontem, no 1369 ao pe’ de minha casa (o do lado direito). Comprei o livro ha’ varios anos e acabei por nunca o comecar a ler. Nao sei porque, nao comeco a ler poesia por ler, e’ preciso algo que nao sei bem para me dar para comecar a ler determinado autor ou livro.
Fui lamechas no entanto e escrevi assim na primeira pagina do livro:
Começo a ler Cesariny
quando ele morre.
Desculpa-me.
Revoltas ‘a parte, sempre que se fala de poesia e’ bom. Toda a publicidade e’ boa ja’ se sabe.. ![]()
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3 responses so far

A minha crítica destinava-se a quem não lê e nunca leu poesia mas que pela morte do senhor resolve mostrar-se erudito publicando poemas que desconhecem pesquisados no google.
Quando morreu Eugénio de Andrade postei o Adeus, um poema que me tocou desde a primeira vez que o ouvi, “já gastámos as palavras pela rua, meu amor / E o que nos ficou não chega para afastar o frio de quatro paredes…”.
No entanto, não conhecendo especialmente Cesariny, parece-me hipócrita que publique algo dele só para posar bem no retrato, que desconfio ser o que levou a maioria das pessoas a fazê-lo (apesar de inúmeras excepções que realmente o conheciam).
Já agora, recomendo-te uma visita a http://www.xadelimao.blogspot.com/ onde escreve mais uma das nossas colegas exilada em inglaterra.
Eheh, eu percebi a tua revolta e partilho um pouco… embora este fenomeno seja normal em todo o lado.
Era so’ mais para te picar e contrariar a tendencia.
Li partes do xa’ mas nao consegui sequer arriscar quem seja. Vou comecar a ler pedacos do mesmo para alimentar o misterio.
jocas
b
Confesso que não conheci a obra Cesariny, mas sou amante de poesia, defendo que a poesia deva ser divulgada o mais possível, especialmente de autores portugueses que são os mais notável de todos!
Cumprimentos,
Sofia Couto