Reflexoes de autocarro

by bruno

Nem estava para meter isto aqui hoje. Estou a chocar uma constipacao e sao quase 3 da matina. No entanto, ao estar a ler umas coisa online apeteceu-me. E qdo apetece, nao ha’ nada a fazer.

Situemo-nos. Autocarro que me levava ao aeroporto para rumar ‘a patria em agosto. Cheguei a equacionar arriscar um texto mais longo e elaborado a partir deste. Confessei este mesmo facto a uma amiga minha. Mas a perguica venceu e opto por colocar aqui mais uma versao crua (as unicas que no fundo importam) de um chorrilho de disparates timbrados num moleskine. O texto nao carece introducoes nem explicacoes.

Sussuras-me algo no ouvido que nao interessa, trincas-me a orelha e sinto a tua lingua que nao me toca.
Olhas-me durante segundos enquanto eu nao te dou troco sentindo uma ponta de prazer quasi-paixao. Decorre um minuto asiatico em pelicula e olho-te: Sorris e penetras na minha alma via iris.
Perdoas-me com o olhar, agradeces-me o amor, sorris a plenitude de alma. Assistimos ao filme da nossa vida nos olhos do outro e ficamos fascinados pela situacao das cores.

O texto nao e’ nada comparado com o filme que eu imaginei durante toda a viagem de autocarro e esse ninguem mo tira. Existe algo que ainda nao percebi nos autocarros que catalisa a escrita e a creatividade. ja’ me apeteceu tirar um milhao de fotos em autocarros…

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