Reflexoes de autocarro
by bruno
Nem estava para meter isto aqui hoje. Estou a chocar uma constipacao e sao quase 3 da matina. No entanto, ao estar a ler umas coisa online apeteceu-me. E qdo apetece, nao ha’ nada a fazer.
Situemo-nos. Autocarro que me levava ao aeroporto para rumar ‘a patria em agosto. Cheguei a equacionar arriscar um texto mais longo e elaborado a partir deste. Confessei este mesmo facto a uma amiga minha. Mas a perguica venceu e opto por colocar aqui mais uma versao crua (as unicas que no fundo importam) de um chorrilho de disparates timbrados num moleskine. O texto nao carece introducoes nem explicacoes.
Sussuras-me algo no ouvido que nao interessa, trincas-me a orelha e sinto a tua lingua que nao me toca.
Olhas-me durante segundos enquanto eu nao te dou troco sentindo uma ponta de prazer quasi-paixao. Decorre um minuto asiatico em pelicula e olho-te: Sorris e penetras na minha alma via iris.
Perdoas-me com o olhar, agradeces-me o amor, sorris a plenitude de alma. Assistimos ao filme da nossa vida nos olhos do outro e ficamos fascinados pela situacao das cores.
O texto nao e’ nada comparado com o filme que eu imaginei durante toda a viagem de autocarro e esse ninguem mo tira. Existe algo que ainda nao percebi nos autocarros que catalisa a escrita e a creatividade. ja’ me apeteceu tirar um milhao de fotos em autocarros…
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Comments
“Existe algo que ainda nao percebi nos autocarros que catalisa a escrita e a creatividade.”
Penetração na cabine de gases de escape. Só pode.
:P
Acredita que cataliza mesmo! Nas efémeras viagens a que fui sujeito ao longo da vida consciente, jazem os alicerces das alturas mais prolíferas a nível de escrita e afins. Até numa mísera viagem de Metropolitano (que dura 15 min) sinto a mente a fugir para um outro qualquer lugar (provavelmente ajuda o facto de andar sempre de phones, numa tentativa de não ter de aguentar as conversas “da tanga” do povinho envolvente).
Seja como for, não há nada como uma bela viagem para carregar a caneta…
E’ verdade Hugo… No entanto, foi curioso que numa viagem de comboio algo atribulada (greve nos comboios em italia, o normal..) fotografei tb coisas mto giras. Li e escrevi, anotei livros, etc. Infelizmente as fotos perderam-se, mas as memorias restam. Viva as viagens, viva o viver.