3 Dezembro – madrugada

by bruno

Lucidez com travo a atraso

Nao consigo dormir
recrio(-me) em pesadelos cruzados
lancinantes dores (pres)sinto
numa escolha minha, sem retorno,
sem valor per se: egoista por definicao.

Cresço acreditando nisso mesmo.

Deslumbrando-me por vielas pensantes,
murmuro-me por ecos espacados
tropecando em fragmentos varios:
varios e partidos, quebradicos
fragmentados ‘a la carte.

Do caldeirao das insonias
provo hoje a lucidez com travo…
a atraso.

Atonito,
viro-me para o lado.
Julgo eu para esquecer
espero eu, para aprender.

3 dezembro, cambridge.

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