Dec 04 2005
3 Dezembro - madrugada
Lucidez com travo a atraso
Nao consigo dormir
recrio(-me) em pesadelos cruzados
lancinantes dores (pres)sinto
numa escolha minha, sem retorno,
sem valor per se: egoista por definicao.
Cresço acreditando nisso mesmo.
Deslumbrando-me por vielas pensantes,
murmuro-me por ecos espacados
tropecando em fragmentos varios:
varios e partidos, quebradicos
fragmentados ‘a la carte.
Do caldeirao das insonias
provo hoje a lucidez com travo…
a atraso.
Atonito,
viro-me para o lado.
Julgo eu para esquecer
espero eu, para aprender.
3 dezembro, cambridge.
